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CEO da Microsoft tenta minimizar impacto das demissões na empresa

Steve Ballmer diz que corte de 5 mil funcionários prepara a empresa para cenário econômico que terá lenta recuperação.

IDG News Service/EUA

22/01/2009 às 17h43

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Steve Ballmer, Chief Executive Officer (CEO) da Microsoft justificou o corte de 5 mil funcionários da Microsoft, anunciado nesta quinta-feira (21/01) dizendo que a empresa está fazendo o máximo para minimizar o impacto para a equipe e seus esforços estratégicos.

"Deixe-me assegurar que a conta está clara: estamos eliminando 5 mil funcionários, mas adicionamos alguns milhares de empregos" declarou Ballmer ao jornal The Wall Street Journal.

A redução da força de trabalho da Microsoft, que hoje tem um total de 91 mil funcionários, tem início nesta quinta-feira com a demissão de 1.400 pessoas e será finalizada nos próximos 18 meses. Além disso, a empresa planeja reduzir em 15% o time de funcionários temporários e contratados, disse o Chief Finantial Officer (CFO) Chris Liddell.

Com os cortes, a Microsoft espera economizar 600 milhões de dólares, que segundo Liddel, representa 10% dos custos da empresa, além de 1,5 bilhão de dólares durante todo o ano fiscal, que se encerra em 30 de junho.

Em uma carta aos funcionários, que também foi enviada à Securities and Exchange Commission (SEC), Ballmer confirmou cortes já previstos em gastos com viagens, expansão de propriedades além de eliminar aumentos salariais por mérito - que seriam concretizados em setembro - no ano fiscal de 2010.

Ballmer reconheceu que os cortes eram, necessários já que a base de custos da Microsoft "cresceu significativamente."

Os custos com pesquisa e desenvolvimento, por exemplo, no segundo semestre de 2008 somaram 4,6 bilhões de dólares - um aumento de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior - devido especialmente à elevação de despesas com a equipe e a aquisições de empresas como aQuantive Inc.,  Fast Search e Transfer .

Ballmer declarou que os cortes na Microsoft são profundos na expectativa de um mercado de PCs e de um cenário macroeconômico que não vão "se recuperar rapidamente."

"Isto não é uma recessão. A economia está se reiniciando em um nível inferior de gastos e de empresas e do consumidor" disse o CEo da Microsoft. "Nossa visão é de que as coisas vão ficar em baixa por um ano, dois anos, não sabemos exatamente como vai ser."

A divisão de negócios do  sistema operacional Windows é uma das mais afetadas, segundo os resultados da Microsoft. Embora tenha registrado 50 milhões de cópias vendidas do Windows no segundo trimestre fiscal, a receita gerada pelo Vista e pelo Windows XP caiu 8% entre os clientes mais lucrativos - as empresas.

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