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Cerca de um terço dos aviões oferecem Wi-Fi nos EUA

Navegar na internet em vôos comerciais nos EUA já é realidade, mas ainda é relativamente caro.

Computerworld / EUA

16/07/2010 às 14h44

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Mais de um terço dos aviões de passageiros nos EUA podem oferecer conexões WiFi nos vôos. Assim, ver alguém acessando a internet em pleno ar está começando a ser algo comum naquele país.

Apesar do crescimento, alguns usuários consideram os preços muito altos, especialmente em vôos mais demorados. O custo pode passar de 13 dólares para pacotes com mais de três horas. Na blogosfera fica evidente a confusão dos passageiros na hora de identificar quais aeronaves têm WiFi, e qual adaptador de tomada trazer a bordo  – ninguém gosta de receber o aviso de bateria fraca no meio do trabalho, coisa comum de acontecer em função do alto consumo de bateria da placa de rede sem fio.

Provedores

Praticamente todas as aeronaves nos EUA oferecem um serviço de acesso à Internet chamado Gogo, da empresa Aircell. Mais de oito companhias aéreas norte-americanas aderiram aos planos de acesso, instalado em um total de 968 Boeings, Airbus etc – o total de aviões em operação no país é de quase 3 mil. 

A Southwest Airlines agora oferece o serviço em seis aviões – ela começou com apenas um, em maio. Quem provê a ligação wireless para a empresa é a Row 44 Inc. Uma fonte da Southwest informa que a navegação sem fio deve ser estendida a toda a frota ainda no primeiro semestre de 2012.

A qualidade dos serviços oferecidos pelas empresas Aircell e Row 44 é similar. Mas, diferentemente da Aircell, que usa ondas transmitidas por antenas de rádio localizadas em terra, a Row 44 usa satélites para conectar os passageiros.

Concorrência

Concorrendo lado a lado com a Aircell para fornecer WiFi às companhias aéreas, a Row 44 perdeu força na implementação do serviços nas naves da Southwest, ao aguardar a aprovação governamental para trabalhar com um fornecedor de antenas para receber o sinal dos satélites. “Conseguimos contornar essa circunstância, e agora, retomamos o trabalho para equipar a frota da Southwest Airlines”, diz o porta-voz da empresa, Robbie Hyman..

Por enquanto a incerteza rege a adoção em larga escala dos serviços da Row 44 por parte de companhias aéreas nos EUA. Hyman deixa claro que a Aircell “avança significativamente no mercado norte-americano”, mas diz que a Aircell está presa ao espaço aéreo dos EUA, já que o sinal vem de antenas fixas no solo, ao passo que a Row 44 pode captar sinal de internet em todo o mundo.

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Pelo site da Aircell é possível comprar créditos ilimitados de uso do Gogo a 20 dólares no primeiro mês. Os meses posteriores custam 35 dólares. A empresa ainda anuncia a presença do serviço em oito companhias aéreas e afirma a chegada da nona empresa, a Frontier Airlines, para breve. 

Com praticamente mil aeronaves equipadas para oferecer conexões WiFi nos EUA, é evidente que essa tecnologia chegou para ficar. Resta saber como o serviço será precificado e quantos aviões mais irão dar suporte ao WiFi. Deve levar até dois anos mais até toda a frota norte-americana estar coberta pelo serviço.

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Empresas deverão bancar acessos

O diretor de análises da empresa J. Gold Associates, Jack Gold, aponta para a utilidade dessa tecnologia na perspectiva do passageiro. “Pode ser usada para conectar-se à VPN da organização ou para responder aos emails”, afirma. “Para empresas o serviço certamente será útil, e nesse caso elas têm condições de absorver os custos”. Para uso pessoal, não corporativo, Gold ainda acha que as tarifas estão um bocado altas. 

Uma das justificativas para a prática de tarifas caras, pode ser o fato de haver um limite de banda nas aeronaves. “Se 50 passageiros acessarem a rede em um único vôo, a conexão tende a ficar lenta; baixar o preço da conexão só tende a comprometer a qualidade do sinal”, ressalta Gold.

Gold prevê a liberação dos serviços de WiFi para passageiros da primeira classe.

Video Chat e VoIP negados

Apesar de as linhas aéreas restringirem o uso do WiFi para aplicativos como VoIP e video chat,  a adesão vem crescendo nos EUA. Gold reconhece que barrar todas instâncias de VoIP é muito complicado.

Uma porta voz da Aircell afirma que a empresa está constantemente desenvolvendo ferramentas para prevenir o uso de VoIP. Em um artigo publicado no jornal The New York Times, um repórter descreveu uma conversa via Skype feita a partir de um avião. O mesmo jornalista executou um chat com voz durante um vôo da Virgin America em dezembro de 2009.

Enquanto isso no Brasil...

A TAM informa que "em breve", o antigo sonho do uso de celulares dentro dos aviões e em voos de altitude superior a 4 mil metros será possível. A tarifa para as ligações será a mesma cobrada em chamadas internacionais (ou seja, salgada) e o serviço será oferecido pela OnAIr. 

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