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CES 2013: AMD mostra tablet com seu novo processador Temash e Windows 8

Aparelhos equipados com o chip, que promete desempenho melhor que o de concorrentes ARM ou Intel e longa autonomia de bateria, estarão no mercado ainda neste ano.

Agam Shah, IDG News Service

08/01/2013 às 12h53

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A Advanced Micro Devices (AMD) mostrou durante a CES 2013 em Las Vegas, nos EUA, um tablet Windows 8 equipado com seu próximo processador, de codinome Temash. Com ele a empresa espera reverter uma maré de azar no passado e ganhar munição para competir com líderes neste mercado, como a ARM e Intel.

Produzido pela Winstrom, o protótipo tem uma tela de 10,6 polegadas e é capaz de reproduzir vídeo em Full HD. No passado a AMD vinha reaproveitando chips projetados para netbooks em tablets, e a demonstração na CES serviu para mostrar o progresso feito pela empresa na produção de um chip projetado sob medida para os tablets.

O “Temash” será voltado a tablets de alto-desempenho, capazes de rodar jogos em Full HD e aplicativos de produtividade, e também terá recursos que possibilitarão uma longa autonomia de bateria, disse Lisa Su, Vice-Presidente Sênior da AMD durante uma conferência de imprensa da empresa nesta segunda-feira.

Muitos tablets são basicamente plataformas para consumo de conteúdo, que não são capazes de rodar aplicativos “completos”, disse Su. O Temash permitirá que os tablets rodem um sistema operacional completo como o Windows 8, com consumo de menos de 5 Watts e longa autonomia de bateria.

O chip virá em versões dual-core e quad-core, e será mais rápido que o atual Z60, lançado em Outubro e até o momento encontrado em apenas alguns poucos aparelhos, como tablets da Fujisu e Vizio. Os primeiros tablets equipados com o Temash devem chegar às lojas ainda neste ano, disse Su. Mas a executiva não informou uma estimativa de preço das máquinas.

O Temash é um produto crítico para a AMD. A empresa já falhou em duas tentativas anteriores no mercado de tablets, incluindo os chips “Hondo” (lançado no ano passado) e o Z-01, que foi anunciado em 2011 mas apareceu apenas em um punhado de aparelhos sem sucesso.

O mercado de tablets, em rápido crescimento, é uma das principais prioridades da AMD, que tenta se livrar de sua grande dependência no decadente mercado de PCs. A falta de uma estratégia coerente para tablets forcou o antigo CEO Dirk Meyer a sair da empresa em 2011, e a empresa refez seu “road map”, o planejamento para novos produtos, enquanto tenta escapar de dificuldades financeiras.

Os tablets evoluíram ao redor de processadores baseados em tecnologia da inglesa ARM, que são usados em produtos notáveis como o iPad da Apple, o Kindle Fire HD da Amazon e o Surface da Microsoft. Por comparação, a adoção de chips baseados na arquitetura x86, sejam produzidos pela Intel ou AMD, e que consomem mais energia, tem sido muito mais lenta.

Mas a AMD está atrás da Intel mesmo no mercado de processadores x86 para tablets. Fabricantes como a Lenovo, Dell, Hewlett-Packard, Samsung, Acer e ASUS já anunciaram tablets com WIndows 8 baseados num processador da Intel específico para tablets, o Atom Z2760 (codinome: Clover Trail). Alguns tablets Windows 8 de alto desempenho usam processadores da família Core baseados na arquitetura Ivy Bridge, e a Intel anunciou durante a CES uma nova geração de processadores Ivy Bridge de baixo consumo (apenas 7W) para tablets.

O Temash é baseado em um núcleo mais rápido e eficiente, batizado de Jaguar. O chip tem uma vantagem sobre os concorrentes da Intel e ARM por ser capaz de trabalhar com endereçamento de memória em 64 Bits, o que permite aos fabricantes adicionar mais memória aos tablets. Este recurso também dá ao Temash a capacidade de rodar aplicativos desktop escritos para versões de 64 Bits do Windows.

A AMD também disse que notebooks de baixo consumo baseados em futuros chips dual-core e quad-core de codinome Kabini estarão disponíveis na primeira metade deste ano. Os chips terão desempenho 50% melhor que o atual “Brazos”, usado em netbooks. Os novos portáteis poderão ter autonomia de bateria de mais de 10 horas, uma ligeira melhoria em relação à geração anterior.

A empresa também afirmou que irá produzir chips quad-core nas famílias A8 e A10 que terão desempenho de 20 a 40% melhor que as gerações anteriores.

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