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China aprimora iPhones falsificados

Está cada vez mais difícil identificar os celulares piratas produzido pelos chineses; país fabricou 150 milhões de aparelhos ilegais só no ano passado

Macword/EUA

18/08/2009 às 12h26

Foto:

Os falsificadores chineses China têm dado duro para oferecer smartphones parecidíssimos com as versões originais de seus fabricantes - e com preços bem mais baixos, claro. E não só o iPhone pirata tem sido produzido e vendido na China (e em outros países, como o Brasil). Os chamados "shanzhai” (termo em chinês que virou sinônimo de produto copiado) - de outras marcas também fazem muito sucesso no país. Um equipamento muito piratedo é o N97, da Nokia.

Os iPhones shanzhai são tão parecidos com os da Apple que é fácil confundir qual é o original. Mas apesar das semelhanças, o shanzhai não costuma ter todas as funções contidas no modelo original e, em muitos casos, incluem programas nocivos capazes de roubar informações do usuário. Isso sem falar nos casos registrados de problemas técnicos que causaram explosões da bateria.

Em alguns casos, os fabricantes dos modelos falsificados do iPhone incluíram 
recursos extras que nem mesmo no modelo original são encontrados. Eles
podem receber até dois chips de operadoras diferentes, sinal de TV e
alto-falantes extras, entre outras funções.

E não tem iPhone original na China? Tem, sim. Apesar de oficialmente ele não ser vendido no país, muitos comerciantes trazem o produto desbloqueado de outros países para revender.

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Comparação do iPhone original à esquerda com o modelo falsificado à direita

iPhones originais são vendidos no país por cerca de 580 dólares Já os shanzhai custam a partir de 90 dólares. De acordo com uma pesquisa chinesa da consultoria CCID, dos 750 milhões de smartphones fabricados na China no ano passado, um em cada cinco – ou 150 milhões – são celulares shanzhai.

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Verso do aparelho original à esquerda comparado com o shanzhai à direita: difícil identificar:

Segundo o gerente de negócios na China da empresa Newport Technologies, Karl J. Weaver, os produtos shanzhai não só afetam a indústria estrangeira de eletrônicos, mas os próprios desenvolvedores chineses legais.

Weaver afirma que alguns dos celulares shanzhai mais vendidos no país têm recursos que superam inclusive os originais. Enquanto as autoridades não reprimem essa indústria,  os modelos de “HiPhones”, “AIphones” ou “iPhnes” continuarão a ser vendidos livremente, seja na China ou no Brasil.

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