Home > Notícias

China vende versões piratas do Kindle, iPhone e iPad

Leitor de livros da Amazon não é vendido oficialmente no país, mas está nas barracas de eletrônicos, ao lado dos tradicionais celulares e tablets falsificados

IDG News Service

30/03/2010 às 8h42

Foto:

Na China, quando o assunto é eletrônicos, tudo se copia. E com o leitor de livros eletrônicos Kindle, da Amazon. Não foi diferente. Ele pode ser encontrado entre os diversos eletrônicos "clonados" que são vendidos em barracas de produtos piratas das grandes cidades chinesas, marcando o crescimento da popularidade dos e-readers no país. O equipamento junta-se aos tradicionais iPhones falsificados e ao iPad ( alvo recente dos clones).

Segundo o site  da Amazon, a empresa não entrega o leitor nem oferece conteúdo para o Kindle na China, mas os dispositivos já são vendidos em sites do país e em lojas de eletrônicos em Beijing.

O Kindle 2 era vendido por 2,6 mil yuan (cerca de 380 dólares) e o Kindle DX por 4,3 mil yuan (cerca de 630 dólares) em uma barraca em Beijing. Ambos os dispositivos estavam carregados com softwares "alternativos" que permitiam o download de conteúdo em diversos idiomas, incluindo chinês.

O preço pedido pelos vendedores é superior ao normal. A Amazon vende a versão mais recente do Kindle DX por 489 dólares. O comerciante disse que ele simplesmente conseguiu o aparelho pelo correio, e sua barraca também tinha outros dispositivos como iPhones, BlackBerrys e telefones da HTC, que também chegaram à China de maneira "informal", além dos modelos falsificados.

Kindles também são vendidos por usuários no Taobao.com, serviço de leilão online chinês semelhante ao eBay e ao Mercado Livre. Uma busca por “Kindle” resulta em centenas de produtos no site.

Os dispositivos ainda são raros no país. O vendedor do bazar disse que vende apenas algumas unidades por semana. Mas muitas empresas locais, como a Hanyon Technology e a Datang Telecom também fazem seus próprios e-readers.

As vendas dos leitores digitais devem atingir 3,5 milhões de unidades no país, ante 400 mil em 2009, de acordo com a consultoria chinesa Analysys International.

A pirataria é comum na China. Há até empresas especializadas em determinados fabricantes, como a Teso, que copia sem cerimônia os equipamentos da Apple. Ela vende um MacBook Air pirata por 280 dólares.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail