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Chinesa Shenzhen Baili quer impedir a Apple de vender iPhone em Pequim

A Apple conseguiu bloquear decisão de um tribunal chinês em favor da empresa chinesa, que a acusa de plágio nos iPhones 6 e 6 Plus

Da Redação

19/06/2016 às 17h05

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Foto:

Uma decisão, no mínimo bizarra, do Departamento de Propriedade Intelectual de Pequim, pode colocar em risco as vendas de iPhones 6 e 6 Plus da Apple na China. Na sexta-feira, 17/06, uma notícia publicada pela rede Bloomberg informava que o tribunal teria ordenado a interrupção das vendas dos aparelhos da Apple na cidade de Pequim ao aceitar a acusação de plágio e violação de patente movida pela empresa Shenzhen Baili Marketing Service Co contra a Apple.

Na mesma sexta-feira, a Apple liberou comunicado informando que teria sustado o bloqueio das vendas ao apelar da decisão. "Os modelos iPhone 6 e iPhone 6 Plus bem como o iPhone 6s, iPhone 6s Plus e iPhone SE continuam a ser vendidos hoje na China. Apelamos da ordem administrativa emitida por um tribunal regional de patentes em Pequim no mês passado e como resultado a ordem foi suspensa aguardando revisão do tribunal", informa o comunicado.

Pouco se sabe sobre a Shenzhen Baili, uma empresa chinesa que, segundo os sites International Business Times e CNBC, teria tido uma receita de US$ 4,5 milhões em 2013. Menos ainda sobre quando o processo foi aberto e que tipo de recompensa ou sanções a empresa espera receber. O aparelho da discórdia é o Baili 100C (foto acima), cujo design lembra vagamente o aparelho da Apple e acaba sendo muito semelhante a dezenas de outros aparelhos chineses. 

O site CRI, chinês, comparou os dois aparelhos demonstrando a grande diferença entre eles.

comparativo baili 100c

Para a Apple, a briga é fundamental, pois embora o embargo das vendas tenha sido apenas para Pequim, se perder o processo pode abrir precedentes para a suspensão das vendas em toda a China, ferindo seriamente a receita da companhia norte-americana. A vendas na China representam a segunda maior fonte de receita da Apple depois dos EUA e responderam por 26% da receita total da companhia no ano passado.

A empresa de Cupertino tem enfrentado constantemente problemas administrativos e legais na China. Há alguns meses perdeu uma briga jurídica sobre seus diretos exclusivos da marca iPhone na China - um tribunal de Pequim concedeu o direito de uso da marca a um fabricante de carteiras, bolsas e outros objetos de couro. Em 2012 teve que enfrentar uma outra briga, desta vez sobre a marca 'iPad' também na China, e acabou pagando US$ 60 milhões para a Proview International Holdings em um acordo para encerrar o processo.

 

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