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Chrome OS não chegará este ano. E a culpa é do Android

Entre o anúncio do sistema e seu lançamento, os netbooks perderam importância para os tablets. Para que servirá o Chrome OS, então?

PC World/EUA

23/11/2010 às 19h34

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Mais um fim de ano está chegando e, outra vez, passaremos por ele sem avistar nenhum netbook com Chrome OS nas prateleiras.

Este mês, inclusive, o Digitimes, um site tailandês que tem seus contatos entre os fabricantes de componentes de informática, afirmou que, nas palavras do próprio CEO da Google, Eric Schmidt, os aparelhos com o sistema operacional devem ainda demorar alguns meses para chegar ao mercado.

Na verdade, o atraso pode ser maior. Uma recente pesquisa da eWeek com os parceiros da Google mostrou como eles estão reticentes quanto à nova plataforma: a HP ainda tem dúvidas, a Acer confirmou que não tem planos de abarcá-la em seus netbooks, e mesmo a Dell não comenta o assunto faz um bom tempo.

Ano passado, foi mais ou menos nesta época que a Google anunciou o Chrome como um sistema de código aberto, e comunicou que grandes empresas – ASUS, HP, Lenovo, Toshiba – o usariam em seus netbooks, com lançamento previsto para, bem, este Natal.

Mercado manda
Por que a demora? A melhor resposta, provavelmente, diz respeito mais a fatores externos – o mercado – do que internos – o desenvolvimento do software. 

Parece que o Chrome OS não serve mais para ninguém; nem para a Google, muito menos para os seus parceiros. Com a chegada do iPad, as regras do jogo mudaram. 

Some a isso o relativo sucesso que os tablets com Android vêm tendo – leia-se Galaxy Tab – e você poderá entender a falta de interesse nos netbooks. Partindo desse princípio, não haveria nenhum motivo para investir em uma plataforma criada para um tipo de aparelho que está com os dias contados.

Há menos consumidores dispostos a comprar netbooks - e mais pensando em adquirir tablets - o que pode fazer com que a companhia de Mountian View reveja sua estratégia.

“Algo aconteceu entre o anúncio do Chrome OS e seu possível lançamento, e a mudança tem nome: Android”, afirmou Al Hilwa, analista do IDC, em entrevista ao eWeek. “Ele mostrou à Google que a nuvem não é tudo e que há maneiras de alterar o mercado sem que se invista tudo nela”.

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