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Cidade Limpa Digital incentiva empresas de SP a legalizarem softwares

ABES, prefeitura de São Paulo e Sucesu criam programa para facilitar legalização de softwares em empresas paulistanas.

Evelin Ribeiro, especial para o IDG Now!

15/09/2008 às 15h54

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A Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) anunciou nesta segunda-feira (15/09) a implantação do projeto 'Cidade Limpa Digital', que vai estimular a regularização de softwares por parte de empresas paulistanas. O programa é uma parceria com a Prodam (Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo) e a Sucesu-SP (Sociedade de Usuários de Informática e Telecomunicações).

"Como a tendência é São Paulo ser uma cidade mais digital, o software vai ser muito utilizado. Então o objetivo é 'sanear' essa questão de software", disse o presidente da ABES, José Curcelli. "Essa campanha visa a regularização dos programas ilegais nas empresas. Para a ABES, significa uma diminuição no índice de pirataria na cidade."

Curcelli explica que as empresas interessadas em legalizar seus softwares farão um cadastro no site da Prodam, assinando um termo de compromisso e dizendo de quais programas querem obter licenças de uso - o link para o cadastro entrará no ar na próxima semana.

Esse pedido vai para a Sucesu, que verificará se a empresa não possui qualquer tipo de dívida ou outras pendências. Com a aprovação da Sucesu, o processo vai para a Abes, que entrará em contato com os fornecedores dos softwares - os associados da ABES - dos quais a empresa quer obter a licença. Os fornecedores indicarão em qual revenda poderá obter a licença desejada e determinará um preço especial para venda da licença para aquela empresa que se cadastrou junto ao Prodam.

A ABES ainda não possui uma estimativa de quantas empresas deverão procurar a legalização de softwares. "Conforme o sucesso obtido, talvez a médio prazo, poderemos estender o programa para pessoas físicas e ONGs", completa Curcelli.

Atualmente, 800 fabricantes de software que atuam no mercado brasileiro são associados à ABES, representando 85% do mercado. Números da associação apontam que 59% dos softwares utilizados no Brasil são piratas, o que causou um prejuízo de 1,6 bilhão de dólares em 2007 no País.

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