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Cientistas do MIT criam chip dez vezes mais econômico

Componente atua com nível reduzido de voltagem e poderá ser usado em dispositivos eletrônicos e sistemas médicos implantáveis.

Por Computerworld/EUA

06/02/2008 às 12h16

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Pesquisadores do Massachussets Institute of Technology (MIT) desenvolveram um chip que reduz o consumo de energia em 10 vezes. Com isto, um dia será possível carregar chips médicos implantáveis com o calor humano. O chip, que está em fase de testes, deve ser usado em dispositivos eletrônicos como celulares, PDAs e outros, além de sistemas médicos implantáveis.

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“Para usar a técnica comercialmente, precisaremos de aproximadamente cinco anos”, afirma o cientista da Texas Instruments, Dennis Buss. O truque para melhorar a eficiência energética é fazer com que ela trabalhe em um nível reduzido de voltagem, diz a estudante do Departamento de Engenharia Elétrica e Ciências da Computação do MIT, Joyce Kwong.

Em média, hoje a maioria dos processadores móveis operam com 1 volt. O MIT faz com que estes sistemas trabalhem com 0,3 volts.

“Os dispositivos móveis executam cada vez mais atividades. Poder diminuir a voltagem permite o aumento da complexidade do silício para lidar com múltiplas funções, o que aumenta a duração da bateria”, explica o analista da In-Stat, Jim McGregor.

Contudo, a voltagem necessária para o funcionamento de um dispositivo portátil depende de suas atividades. Buss explica que, em estado ocioso, são necessários apenas 0,3 volts para operar o chip. Caso contrário, é preciso mais voltagem. O chip foi criado para escalar entre voltagens mais altas e baixas.

“Chamamos o conceito de escala dinâmica de voltagem”, adiciona Buss. “É possível aumentar ou diminuir a voltagem de acordo com o quanto de computação o usuário precisa". Para controlar os níveis de voltagem, o chip usa conversores DC-to-DC.

Os pesquisadores precisaram também redesenhar a memória e os circuitos lógicos do chip para que ele funcionasse com 0,3 volts e, além disso, inovar os blocos de construção dos circuitos para torná-los menos suscetíveis a variações no processo de fabricação.

Buss ainda afirma que a energia necessária para operar o chip se reduzirá a tal ponto que um dia o calor humano ou o movimento poderão ser convertidos para alimentar os chips em dispositivos médicos implantáveis, como monitores de batimentos cardíacos.

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