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Cinco criminosos presos com o auxílio de redes sociais

Facebook, MySpace e outras redes atraem todo tipo de pessoa - até aquela que, mesmo em dívida com a Justiça, não faz questão de se esconder.

PC World/EUA

19/03/2010 às 21h35

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Um dos 100 criminosos mais procurados da Itália foi preso em Isola Capo Rizzuto na terça-feira (16/3), graças a seu "amor" pelo Facebook.

Segundo informações da ABC News, a polícia rastreou o chefe mafioso Pasquale “Scarface” Manfredi, de 33 anos, porque o líder da organização calabresa ‘Ndrangheta se conectava ao site de rede social com muita frequência. Dessa forma, eles puderam rastrear sua conexão de internet até seu esconderijo.

Manfredi é acusado de pelo menos 20 crimes e diversos assassinatos, incluindo o massacre de um clã rival, ocorrido em 2004, no qual ele explodiu o carro blindado do chefe inimigo com uma bazuca.

De acordo com o chefe de polícia Angelo Morabito, “ele é sem sombra de dúvida o criminoso mais perigoso da província de Crotone.”

Visto dessa forma, a descoberta recente de que o Departamento de Justiça dos EUA tem vasculhado as redes sociais, como Facebook, MySpace e Twitter, é boa notícia.

Mas não é a primeira vez que a paixão de um criminoso pelas redes sociais tem levado à denúncia de seus crimes e à sua captura. Há pelo menos mais quatro casos que teriam permanecido no anonimato, não fosse o vício dos criminosos em internet.

Confessou no MySpace
Aos 18 anos, Heather Ann Tucci dirigia o carro que se envolveu em um acidente em 19 de agosto de 2006, matando dois adolescentes. Ela alegou inocência nas duas acusações de assassinato. Então, postou o seguinte em sua página no MySpace:

“Eu quero que todo mundo saiba que em 19 de agosto de 2006 Joe Renner e Joe Shafer morreram e eu e Samantha fomos feridas. Tenho certeza que a maioria de vocês não dá a mínima para mim. Ambos sabiam no que estavam se metendo. Sim, é minha culpa porque eu era a motorista mas pense quantos de vocês fizeram o que eu fiz... Não me entendam mal, eu assumo total responsabilidade por tudo que aconteceu.”

Pêsames antes da hora
Em janeiro de 2007, Robert Powell foi preso pelo assassinato de seu amigo Joseph Duprey, depois de ter publicado fotos de Duprey em sua página no MySpace com as frases “Descanse em paz” e “LTM” (de “Live Through Me”) próximas a elas – antes mesmo que a morte de Duprey fosse relatada à polícia.

De acordo com as autoridades, o assassinato foi resultado de uma disputa sobre uma arma que Powell tinha tomado emprestado de Duprey. A polícia o prendeu com base em três acusações de assassinato, já que ele também havia postado fotos de Jason Blake e Kenneth Blain, ambos mortos em 2006, próximas às fotos de Duprey.

Audiência indesejada
O artista de grafiti Cyrus Yazdani, conhecido por sua assinatura como “Buket”), começou a publicar no YouTube vídeos dos “trabalhos” que fez nos muros, ônibus e passarelas de Los Angeles (EUA) e se tornou, bem, bastante popular.

Seus vídeos, incluindo um em que ele desenha em uma passarela sobre uma rodovia, atraíram mais de 500 mil visitas. Infelizmente, algumas delas vieram da polícia de Los Angeles, que o prendeu em maio de 2008 com a acusação de vandalismo.

Lugar certo e sabido
Em 3 de fevereiro de 2010, Chris Crego foi preso em seu local de trabalho em Terre Haute, Indiana, depois de ter publicado detalhes – inclusive seu horário de trabalho – em suas páginas no Facebook e no MySpace.

Crego tinha sido preso em meados de outubro de 2009 em Nova York, por assalto. Ele se declarou culpado, mas em seguida fugiu daquele estado.

Detetives começaram a procurar por Crego na internet e encontraram uma página no Facebook e uma conta no MySpace. As duas informavam a cidade de Terre Haute, no estado de Indiana como seu local de residência, bem como seu emprego atual – um estúdio de tatuagens chamado Body Art Ink.

Com essas informações, os agentes de custódia não tiveram muito trabalho em recapturar Crego, que havia sido sentenciado a 1 ano e 15 dias de prisão por assalto e por dirigir intoxicado.

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