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Claro diz ter 30 mil iPhones para vender

Operadora espera que primeiro lote de aparelhos irá acabar logo, mas não acredita que haverá tumulto nas lojas.

Henrique Martin, editor-assistente da Macworld Brasil

25/09/2008 às 17h30

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A Claro recebeu da Apple um lote inicial de 30 mil iPhones 3G a serem distribuídos por suas 25 lojas próprias pelo Brasil, informou o presidente da operadora, João Cox, na tarde de hoje (25), que disse ainda não esperar nenhum tipo de tumulto por conta da procura pelo aparelho em suas lojas. A Claro deve informar amanhã os serviços específicos para o iPhone no Brasil, como o visual voicemail.

Cox afirmou, em uma conferência por telefone, que espera que o primeiro lote de iPhones se "esgote no fim do dia, com uma demanda muito alta". O presidente da Claro explicou que o "iPhone é uma palavra no seu ouvido há muito tempo, já que a operadora foi a primeira a assinar um contrato com a Apple. Agora estamos liberados a falar, já que o contrato prevê cláusulas com regras de comunicação".

O presidente da Claro explicou que os planos a serem utilizados pelo iPhone - de 200, 300 ou 400 minutos - foram exigência da Apple, mas que os clientes poderão comprar pacotes adicionais de dados caso considerem necessário. Ele aproveitou a conferência para voltar a dizer que o cadastro de mais de 100 mil pessoas interessadas no iPhone foi apenas "um cadastro", e não uma pré-venda ("Mas teria sido mais fácil com pré-venda", afirmou). Clientes que têm outros aparelhos e planos de dados poderão optar por modificar seus planos para os específicos do iPhone.

A Claro diz esperar que faltem iPhones na primeira etapa de vendas, já que o lote de 30 mil iPhones comprados da Apple deve se esgotar em breve, na expectativa da operadora - sem citar números. As vendas do iPhone terão prioridade para os cadastrados no site, que receberão o aparelho em casa, mas quem quiser comprar o aparelho na loja poderá fazer o processo sem problemas. "Estamos preparados para informar os interessados em caso de um aumento de fluxo nas lojas, mas não esperamos tumulto", afirmou Cox. Ele não comentou qual a previsão de vendas nem quando chega o próximo lote de iPhones. "Já pedimos pro ano inteiro", disse.

O alto preço do iPhone também foi questionado, mas a Claro informa que o valor foi determinado seguindo as regras da Apple e com toda a carga tributária que a importação do celular sofre ao chegar ao Brasil. "É ICMS, importação, aduana, o Brasil é um país singular, aqui um celular paga mais imposto que revólver e cachaça", questionou Cox. O presidente da Claro informou ainda que, conforme chegarem novos lotes de iPhone, o telefone passará a ser vendido em outros canais do varejo.

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