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Cliques fraudulentos caíram 18% em um ano, mostra estudo

Bloqueio de buscadores reduz golpes envolvendo cliques em publicidade online. Índice foi de 13,8% nos primeiros 3 meses do ano.

IDG News Service / EUA

23/04/2009 às 10h40

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Os cliques fraudulentos em publicidade online, um tipo de golpe mais usado em buscadores, apresentou uma incidência de 13,8%  no primeiro trimestre de 2009, o que revela uma queda de 24% - ou 3,3 pontos porcentuais - em relação aos 17,1% registrados nos três últimos meses de 2008, informa a empresa de monitoramento de fraudes Click Forensics.

O golpe ocorre quando o internauta clica em um link pago - pay-per-click (PPC) - que inclui um código malicioso intencional ou inserido por engano. De acordo com o relatório divulgado nesta quinta-feira (23/04), no primeiro trimestre do ano passado, o índice de fraudes em cliques era de 16,3%. A pesquisa se baseia na análise de mais de 4.500 anúncios online de empresas e agências que usam serviços de links patrocinados dos principais buscadores do mercado.

As fraudes podem envolver, por exemplo, o clique de um concorrente no anúncio online de seu rival para aumentar o custo da publicidade, ou então uma série de cliques intencionais por quem publicou o anúncio para elevar sua comissão. A pesquisa também conta cliques sem valor para o anunciante, como quando alguém clica duas vezes pro engano em um anúncio.

Embora o uso de botnets tenha representado boa parte da atividade de fraudes em cliques no fim do ano passado, o primeiro trimestre deste ano registrou uma incidência maior no uso de ataques envolvendo scripts por golpistas, observa a Click Forensics.

Este novo tipo de ataque com scripts usa programas maliciosos em Javascript que são ativados quando o usuário visita um site que parece legítimo. Sem que o usuário perceba, o script lança uma série de cliques fraudulentos.

O índice de fraudes em cliques continua migrando de páginas de buscadores para sites de terceiros ou blogs com anúncios por ser mais difícil de detectar o golpe e pelo fato de buscadores como Google e Yahoo terem implantado novas formas de bloquear estas atividades.

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