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Co-fundador da Microsoft acusa Apple, Facebook e Google de violarem patentes

Paul Allen teria teria ampliado o escopo das acusações contra as empresas; na lista também estão a AOL, a Yahoo! e a Netflix

IDG News Service / San Francisco

29/12/2010 às 11h24

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O co-fundador da
Microsoft, Paul Allen, teria aumentado a carga de objetos no processo que move contra
as empresas Facebook, Apple, Google, entre outras. As novas acusações visam
supostas quebras de patente no desenvolvimento de sistemas Android e colocam
toda a indústria de desenvolvimento de aplicativos e de comunicação móvel em
xeque.

Apresentadas em agosto, as causas do processo de Allen eram
inicialmente quebras de patente relacionadas à busca e gestão de bases
multimídia e de bancos de dados.

Originalmente, Allen queria complicar a vida das empresas
AOL, Apple, eBay, Facebook, Google e família, Netflix e Yahoo!. Não satisfeito,
o executivo move ações contra as distribuidoras de material de escritório
Office Depot, Officemax e Staples.

Durante o processo, um juiz do tribunal federal
norte-americano, recusou acatar as acusações de Allen, sob o argumento de serem
demasiadamente vagas. O prazo para que Allen submetesse as informações
complementares expirou ontem, dia 28/12, data em que um calhamaço de 35 páginas foi entregue às autoridades, segundo o notícia publicada no Seattle Times, ainda não confirmada pelo sistema de dados do judiciário. A reportagem detalha os objetos das
dezenas de processos movidos.

As ideias de Allen
A AOL é acusada de infringir as patentes em sua forma de
exibir notícias relacionadas ao mesmo tema. Acusação semelhante à feita
contra a Apple pela exibição de produtos semelhantes no site da iTunes. Segundo
Allen, o Google, o Facebook, a Netflix também se apropriaram de suas ideias
para configurar as páginas que mostram na internet.

O Executivo afirma que o método de comparar mensagens de email antigas com
novas correspondências eletrônicas, para avaliar a probabilidade de a mensagem
ser spam ou não, também é de sua autoria. Fato pelo qual aproveita para processar
os serviços antispam do Gmail e da AOL.

Também pretende provar que a Apple e seus widgets para
desktop, o comunicador instantâneo AOL Instant Messenger (AIM) e o sistema operacional
Android violam as patentes para exibição de conteúdo em áreas periféricas nas proximidades
de um display. Traduzindo: informes publicitários, iguais aos encontrados no
MSN.

De acordo com Florian Mueller, blogueiros especialista na
questão de patentes que influenciam o desenvolvimento de softwares de
plataforma aberta.

“Se algum desses casos passar, poderá ameaçar toda a
comunidade de desenvolvedores de aplicativos para Android, por exemplo”, alerta. 

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