Home > Notícias

Cofundador do Twitter propõe criação de agência global de notícias

Biz Stone descreveu o que seria um agregador de notícias em tempo real, colhidas dos tuítes de 175 milhões de usuários.

PC World/EUA

24/11/2010 às 21h46

Foto:

Um órgão de notícias com 175 milhões de repórteres
espalhados pelo mundo? Não exatamente. Mas o cofundador do Twitter, Biz Stone,
quer convencer a comunidade do microblog a criar a organização jornalística definitiva.

“Desde o começo isso tem sido quase como que uma agência de
notícias vindas de todas as partes do mundo”, contou Stone à Reuters
Television
, na segunda-feira (22/11). “Eu penso que um Twitter News Service
seria algo com um modelo bastante aberto, compartilhado com muitas outras
organizações jornalísticas pelo mundo.”

No momento, a ideia parece mais um balão de ensaio do que um
conceito pronto e acabado. A rede não precisa necessariamente ser tocada pelo
Twitter, mas poderia ser uma parceria com organizações existentes – e seria
aberta. Soa vago, não?

Atualmente o Twitter compartilha seu conteúdo com Google,
Bing e Yahoo, mas Stone imagina que outras empresas de mídia possam se
beneficiar de um acesso mais especializado aos tuítes dos 175 milhões de
usuários registrados. E mais: o Twitter poderia ter um papel ativo na conexão
de notícias geradas pelas pessoas que participam dos eventos em tempo real.

Água fria
Pouco tempo depois das declarações de Stone, o “homem de comunicações” do Twitter, Sean Garrett,
jogou água fria na ideia.

“Não há planos para uma ‘rede de notícias do Twitter’”,
tuitou Garrett. Mais tarde, acrescentou que Stone “ponderou sobre como as
organizações jornalísticas poderiam fazer isso em seu próprio benefício (ou
juntas). Talvez com acesso direto aos dados do Twitter – tudo de forma
hipotética”.

Diante dos rumores de que o Twitter estaria batendo à porta
dos investidores em busca de mais um aporte de 100 milhões de dólares, talvez
os comentários de Stone tenham sido feitos para estimular esses investidores a
aumentar suas apostas no negócio, que já tem sofrido bastante pressão para
gerar retorno financeiro.

A proposta também levanta questões sobre se um serviço de
notícias no Twitter, caso exista, deva cobrar ou não pelo acesso.

Como aponta MG Siegler, no TechCrunch, “se o Twitter
realmente quer ser uma ‘força do bem’, talvez tal serviço devesse ser oferecido
gratuitamente. Caso contrário, eles estariam escolhendo quem teria o acesso a
informações potencialmente importantes baseados em acordos financeiros”.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail