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Com crise financeira, Bill Gates volta a ser homem mais rico do mundo

Apesar de liderar ranking da Forbes sobre os mais endinheirados, ex-CEO da Microsoft perdeu US$ 18 bi com desvalorização da empresa.

Redação do IDG Now!

12/03/2009 às 11h43

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Como se diz por aí: quanto mais alto, maior a queda. Além de tirar empregos, fechar empresas e cortar investimentos, a crise financeira e o caos nos mercados tiraram cerca de 2 trilhões de dólares dos homens e mulheres mais ricos do mundo, segundo a revista Forbes, que organiza uma lista anual com as maiores fortunas.

Para se ter uma ideia, é mais que o PIB da Rússia (1,75 trilhão de dólares), a oitava economia do mundo, em 2008. Ou a soma dos PIBs da Austrália e da Coreia do Sul   14ª e 15ª economias mundiais e que, somadas, registraram renda de 1 trilhão e 953 bilhões de dólares no ano pasado.

Em média, cada bilionário perdeu 3 bilhões (alguns tiveram mais sorte, outros nem tanto). E o destaque da lista foi Bill Gates, que mesmo aposentado e com perdas consideráveis voltou a encabeçar o ranking. O próprio Gates não teve um bom ano - ele perdeu 18 bilhões de dólares de sua fortuna, principalmente por causa da desvalorização das ações da Microsoft.

A favor de Gates, conta o fato de que o megainvestidor Warren Buffet teve ainda mais azar. Ele perdeu 25 bilhões de dólares, graças a uma queda de 50% no valor das ações de sua empresa, a Berkshire Hathaway, e ficou em segundo lugar. O então número 2 do ranking em 2008, o mexicano Carlos Slim, maior acionista da empresa de telecomunicações America Móvil, também perdeu 25 bilhões de dólares e ficou em terceiro lugar neste ano.

As perdas são impressionantes, mas quem teve a maior perda individual foi o indiano Anil Ambani - dono das empresas Reliance Communications, Reliance Power e Reliance Capital, que perdeu a espantosa quantia de 32 bilhões de dólares. A explicação é que a Índia foi um dos países mais atingidos pela crise - o mercado financeiro indiano perdeu 44% de seu valor de mercado, enquanto a rúpia desvalorizou 18% em relação ao dólar.

Problemas como esse afetaram outros 373 ricaços - ou 30% dos integrantes do ranking de 2008 - que agora já não podem mais ostentar o título de bilionários e deixaram a lista anual da Forbes. Essa foi a primeira vez desde 2003 que a lista da revista registra uma queda no número de participantes.

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