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Com novo sistema, CEO da Jolla quer arrancar mercado do Google e Apple

O primeiro smartphone com OS Sailfish será lançado, se tudo der certo, nos próximos dois meses, e estará à venda antes do final do ano

Mikael Ricknäs, IDG News Service/London Bureau

26/02/2013 às 19h24

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A companhia finlandesa Jolla e seu CEO Marc Dillon esperam convencer os consumidores de que comprar um novo smartphone não é apenas sobre a variedade de cores disponíveis ou o tamanho da tela. A empresa lançará, no fim desse ano, seu primeiro aparelho com um sistema operacional completamente novo, o Sailfish.

Entrar no mercado de smartphones com um novo sistema operacional pode parecer uma tarefa difícil, mas no Mobile World Congress em Barcelona esta semana os apoiadores de vários outros novos sistemas estão mostrando seus softwares. A Mozilla, que desenvolve o Firefox OS, tem sido a mais visível, mas a Jolla está igualmente determinada a pegar um pedaço do domínio do Google e da Apple.

A Jolla foi fundada por ex-funcionários da Nokia que queriam continuar o trabalho de desenvolvimento que a fabricante de celulares finlandesa tinha feito com o sistema operacional MeeGo. A empresa tem atualmente cerca de 60 funcionários. O primeiro smartphone com Sailfish será anunciado, se tudo der certo, nos próximos dois meses, e estará à venda antes do final do ano.

"Sendo este nosso primeiro dispositivo estamos colocando nossos corações e almas nisso, então queremos ter certeza de que será tão bom quanto possível quando estiver pronto", disse Dillon. Ele não quis revelar quaisquer detalhes sobre o produto, mas disse que será um dispositivo high-end com um preço "talvez um pouco mais mediano". A empresa não quer se envolver na atual guerra de especificações técnicas, de acordo com Dillon.

"Vamos falar sobre a especificação final do produto em seu lançamento. Mas é aquilo, quando você faz uma guerra de especificações, ela não tem nada a ver com a aparência do telefone para o usuário ou como ele é”, Dillon disse. No geral, mais escolha é algo bom para os consumidores, e vai ajudar a impulsionar a inovação em um mercado que tem estado um tanto estagnado. Então é o momento perfeito para que os competidores apareçam, de acordo com Dillon.

"Google e Apple foram ficando com o status quo e temos visto pouca inovação, uma vez que já obtiveram sua posição e domínio no mercado. Esses são os caras que têm mais a perder no momento", completou.

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