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Com preços altos, novos tablets não são capazes de enfrentar o iPad 2

Tablets de concorrentes têm bons recursos, mas, além de custarem mais, aura da Apple os deixa em desvantagem

PC World/EUA

14/02/2011 às 18h57

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Talvez você tenha acompanhado o número de empresas que anunciaram durante a Consumer Electronic Show – maior feira de tecnologia do mundo – a intenção de lançar tablets em um futuro próximo. Refiro-me à CES de 2011, não a do ano passado – por mais que em 2010 as promessas tenham sido parecidas.

A diferença é que desta vez a coisa é séria: muitos dispositivos foram exibidos recentemente, a maioria, inclusive, com configurações de hardware superior ao iPad. Nenhum deles, no entanto, superou o dispositivo da Apple no que ele tem de melhor, ou seja, o preço.

A chegada do Motorola Xoom é iminente; o HP TouchPad e o BlackBerry PlayBook também não devem demorar – isso para citar só os principais. A Samsung, por outro lado, está prestes a liberar a segunda geração do Galaxy Tab. Os principais concorrentes do iPad têm processadores de dois núcleos, quatro vezes mais memória RAM, câmera traseira e frontal, portas USB, aceitam cartões de memória e suportam Flash. Recursos ótimos, diga-se, mas que deixam de ser tão interessantes quando o usuário percebe quanto terá que pagar por eles.

Mas o preço é tão importante? Lógico, principalmente em uma economia que já foi melhor. O mercado de tablets ainda é novo, e luta para se encaixar entre ereaders e notebooks. Ele pode substituir netbooks ou mesmo portáteis mais avançados, desde que não custem mais do que os que aparelhos que pleiteiam repor.

O custo, no entanto, ganha ainda mais importância devido a aura que a Apple atrai para si. O já comentado – e ironizado – campo de distorção da realidade de Steve Jobs infla o real valor dos dispositivos da maçã. Há por exemplo, muitos tocadores de mp3 por aí – alguns até consideram o Zune, da Microsoft, superior ao iPod – mas eles não têm como competir enquanto custarem o mesmo que o player que, praticamente, dá nome à categoria que pertence.

Os rivais e seus preços
O Galaxy Tab de 16GB pode ser encontrado por 500 dólares (1800 reais, no Brasil), mas tem tela menor que o iPad e roda um SO, o Android 2.2, que não foi desenvolvido para tablets. O PlayBook, com a mesma capacidade de armazenamento, também deverá sair por 500 dólares. Pior para o Motorola Xoom, já que especula-se que custará 800 dólares – semana passada, ele apareceu em pré-venda na Best Buy por 1200.

Por 500 dólares, os rivais da Apple estão, ao menos, em pé de igualdade com o iPad mais barato – o de 16GB e só com Wi-fi. Os recursos adicionais, tais como Flash, câmera, memória SD, ainda atestam que o consumidor leva mais pelo mesmo preço. Mas aí entra todo o marketing da dona do iPhone, que causa a impressão de que os competidores têm custo similar, mas não entregam tanto.

Em breve, a nova geração do iPad será anunciada e, se a história do iPod e do iPhone servir como referência, o valor do tablet não sofrerá mudanças. Pensando que ele virá com processador de dois núcleos, 1 GB de RAM e duas câmeras – uma traseira e outra frontal – podemos colocá-lo no mesmo nível dos que estão surgindo agora. Mas, se a Apple superar as expectativas e lançá-lo com algum recurso inédito, fará dele o maior, tornando seus concorrentes – que mal chegaram às lojas – obsoletos.

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