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Com saída de Jobs, Tim Cook precisa provar que é capaz de inovar

Ex-COO ocupará vaga do cofundador da empresa, que anunciou ontem, 24/8, saída do comando da companhia; sucessor é conhecido como "o cara de operações"

Macworld / EUA

25/08/2011 às 12h06

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Com a renúncia de Steve Jobs do cargo de CEO da Apple nesta quarta-feira, 24/8, o seu substituto, Tim Cook, geralmente visto como “o cara de operações” da empresa, precisa provar que é capaz de assumir controle total da companhia e mantê-la à frente da concorrência. Em seu cargo anterior de COO (chief operating officer), ele gerenciou as vendas e operações mundias da Apple, incluindo a administração da sua cadeia de fornecimento, suporte e serviços.

Talvez o mais importante seja o fato que Cook já tem experiência em comandar as operações cotidianas da Apple durante outras ausências de Jobs, incluindo a licença médica iniciada em janeiro deste ano e que terminou ontem. Mas há questões sobre sua habilidade de conseguir dar continuidade ao ciclo de inovação criado por Jobs, cujo estilo de gerenciamento determinado inspirou funcionários, e que, com sua visão de mercado, manteve a companhia à frente da concorrência.

“Steve Jobs sempre foi o visionário na Apple, e Tim Cook é o cara de operações, e ele é bom. O problema pode aparecer em alguns anos quando a empresa tiver que enxergar coisas que não podem ser vistas hoje”, disse o presidente da Endpoint Technologies Associates, Roger Kay.

Sim, Jobs vai permanecer na Apple como diretor, pelo menos por enquanto, e estará envolvido nas decisões de produto e desenvolvimento da melhor forma que puder. “Jobs continuará como o chairman da diretoria, então você está falando de um cara que continuará a ter influências nos produtos da Apple...pelos próximos anos”, afirma o analista da Gartner, Michael Gartenberg.

Mas o estado de saúde de Jobs ainda é incerto, e em sua carta de renúncia ele sugeriu que seu papel será menor no futuro. “Sempre disse que, se chegasse um dia em que não pudesse mais atender meus deveres e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a falar para vocês. Infelizmente, esse dia chegou”, escreveu o executivo na carta.

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Tim Cook (foto) é o novo CEO da Apple

A principal força de Jobs está em visualizar o cenário do mercado antes das tendências acontecerem, como fez com os tablets, e ele pode ter planejado uma grande lista de produtos para ajudar a Apple a ser bem-sucedida, diz Kay. Cook foi claramente a sua primeira escolha para substituí-lo como CEO. Ele “recomendou fortemente” para a diretoria que nomeiem Cook para a posição,  em sua carta.

A Apple está em uma posição quase intocável no mercado de tablets e muito bem no mercado de smartphones, e Cook teria de cometer erros muito grandes para a companhia não seguir seu rumo, o que ele não deve acontecer, segundo analistas.

Também há mais para a Apple do que Jobs, incluindo ótimas equipes de design e marketing que ajudaram a empresa a lançar seus produtos de sucesso, diz Gartenberg. Ele aponta como exemplo Jonathan Ive, vice-presidente sênior de design industrial, que foi a força criativa por trás de iPhone, iPad e iPod.

Como COO, Cook também chefiou a divisão de Macs da Apple e renovou o negócio de lojas de varejo da empresa ao estabelecer as Apple Stores. Antes de entrar para a Apple em 1998, ele foi vice-presidente de materiais corporativos na Compaq, onde gerenciava inventários e lidava com aquisição de materiais.

Cook pode não alcançar Jobs em habilidade criativa, diz Gartenberg, mas ele é a melhor pessoa para juntar todos os elementos da Apple.

“Você precisa de alguém na direção que dê continuidade às operações”, diz.

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