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Com smartphones sumindo e Surface em alta, Microsoft vê receita cair 10%

Afetada negativamente pela alta do dólar e mudanças na estratégia com celulares, empresas teve Surface e cloud como pontos positivos no trimestre.

PC World / EUA

29/01/2016 às 11h31

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A Microsoft está apostando em se reinventar como uma empresa de cloud, e os resultados financeiros liberados nesta quinta-feira, 28/1, mostram que esse esforço está valendo a pena, apesar de uma queda geral na receita.

Os rendimentos com a divisão Azure subiram 127% em relação ao ano anterior, e as vendas dos chamados Azure Premium Services como Machine Learning foram três vezes maiores durante o quarto trimestre de 2015 em comparação com o mesmo período de 2014 – sem contar os efeitos das taxas de câmbio. 

A empresa de Redmond também anunciou que mais de um terço das companhias da Fortune 500 estão usando suas soluções Enterprise Mobility, que prometem facilitar o processo de tornar mais seguros os dispositivos corporativos.

O crescimento da nuvem é um ponto alto para a empresa e importante para ficar de olho à medida que o mercado se move para um maior uso de recursos na nuvem para software, infraestrutura e desenvolvimento de aplicações.

No geral, os rendimentos da Microsoft no trimestre encerrado em 31 de dezembro foram de 23,8 bilhões de dólares, número 10% menor do que o registrado no fim de 2014.

O aumento do dólar em relação a outras moedas atingiu em cheio a Microsoft, assim como aconteceu com outras gigantes da área a exemplo de Apple e IBM. 

A receita do segmento Productivity and Business Processes, da Microsoft, caiu 2% no período, apesar do que a empresa chamou de “um desempenho forte” do Office 365 e do Dynamics CRM Online. 

A Microsoft continuou a sentir o impacto da sua mudança na estratégia de celulares, com os rendimentos da área caindo 53% no período. A empresa decidiu demitir milhares de pessoas da sua divisão de telefones no ano passado e focar em produzir um número menor de aparelhos Windows Phone em vez de continuar fabricando uma linha maior de dispositivos que a Nokia tinha antes da aquisição em 2014.

Isso significa que a Microsoft vendeu menos celular no período: foram 4,5 milhões de aparelhos Lumia no último trimestre, em comparação com 10,5 milhões de dispositivos vendidos no fim de 2014.

A queda nos rendimentos com celulares fez despencar em 26% a receita geral da empresa com aparelhos em comparação com 2014, apesar da receita de 1,35 bilhão de dólares do Surface, número que subiu 22% no trimestre por conta da chegada dos novos Surface Book e Surface Pro 4.

No geral, o trimestre pareceu bastante indicativo do futuro da Microsoft: olhe para a nuvem para ver para onde a empresa está indo.

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