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Comissão da Anatel vai trabalhar para evitar apagão na telefonia

Presidente da agência disse que o grupo vai avaliar a situação das redes de telecomunicação brasileiras.

Redação do IDG Now!*

25/11/2009 às 11h42

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Comissão criada pela Agência Nacional de Telecomunicações começa a se reunir, a partir desta quarta-feira (25/11), à procura de soluções para evitar que o Brasil passe por um “caladão”.

A expressão foi usada pelo próprio presidente da agência, Ronaldo Sardemberg, para se referir à possibilidade de o sistema telefônico nacional passar por uma pane semelhante à que recentemente afetou o sistema elétrico. “Há muita informação - ou desinformação - sobre a perspectiva de um apagão no setor. Seria um caladão. Isso tem me preocupado muito e estou tomando as providências”, afirmou o presidente em palestra para empresários da área de telecomunicações, em Brasília (DF).

Alarmes
Segundo Sardenberg, a criação dessa comissão para avaliar a situação das redes de comunicações do País surgiu a partir de alguns “alarmes” dados pela imprensa. O noticiário especializado tem afirmado que a estrutura disponível para atender a telefonia fixa, celular e internet não está suportando a demanda e em breve o Brasil pode ficar mudo. “Se você é uma autoridade pública, não pode simplesmente ignorar [essas notícias]”, afirmou.

Ele não quis comentar o impacto do Plano Nacional de Banda Larga, alvo de discussões depois de reunião de ministros e técnicos na terça-feira (24/11) com presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente da Anatel também não quis adiantar o que exatamente será estudado pela comissão, mas disse que serão abordadas questões técnicas e investimentos.

Recursos
A previsão de investimentos privados no setor, segundo Sardenberg, é de 250 bilhões de reais até 2018. Apesar disso, o crescimento da demanda, especialmente para telefonia celular e banda larga móvel, poderá se juntar à entrada de novos aparelhos no país com os jogos da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas em 2016.

A preocupação é que a sobrecarga nesses serviços possa parar todo o sistema. “De maneira geral, temos uma preocupação imensa com o funcionamento das redes. Nós não podemos ficar parados, não podemos ficar olhando”, completou Sardemberg

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