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Como a Apple treina consumidores para que aceitem novos produtos

Tecnologias apresentadas aos poucos pela companhia mudam a forma como os usuários se relacionam com produtos e serviços - e fazem as pessoas alterarem suas preferências

Computerworld/EUA

20/01/2010 às 16h43

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Empresas visionárias de tecnologia, como a Apple,  apresentam ideias inovadoras de como podemos fazer quase tudo em matéria de computadores e dispositivo eletrônicos. Elas sabem que podem inventar e fabricar produtos que podem mudar a forma como lidamos com vários tipos de equipamento. O problema é que nem sempre é fácil acostumar o consumidor a novos equipamentos e serviços. O teclado Qwerty físico é o legado das máquinas de escrever, mas os fabricantes  até agoram não conseguiram criar algo capaz de substituí-los nos computadores. O motivo? Estamos muito acostumados a eles. Mas é possível isso.

Veja abaixo alguns pontos que têm sido trabalhados pela Apple nos últimos anos para mudar a forma como encaramos o futuro dos dispositivos tecnológico - e comprar os produtos da empresa, claro.

1. Teclados virtuais
As pessoas não gostam da ideia de deixar de lado o teclado físico de seus celulares por teclas na tela, mas acreditamos que a Apple irá transferir essa tecnologia para todos seus equipamentos. Se a Apple lançasse, hoje, um desktop com todos os comandos na tela, ele seria rejeitado por grande parte  dos usuários. Mas, em poucos anos, estaremos na fila para comprar um desses. Como ela vai fazer isso?

A Apple lidera o tendência de telefones com teclados virtuais com a introdução do iPhone há dois anos e meio. Todo mundo reclamou do teclado apertado na tela do smartphone e ficamos esperando a chegada de um teclado físico externo para ser conectado ao aparelho.

Existem inúmeros acessórios para iPhone, mas não podemos comprar nenhum teclado dobrável Bluetooth, que é um adicional comum para outros telefones.

Você pode ter ouvido falar sobre o teclado completo iType, anunciado como o primeiro para iPhone e iPod touch. O único problema é que ele não funciona diretamente com os aplicativos do celular.  O usuário só consegue digitar diretamente no software do  iType e fazer um copiar e colar.

A Apple até poderia criar um acessório compatível, mas a companhia está pensando no futuro, faz parte de seu processo de longo prazo. Eles está nos forçando a aceitar esse tipo de teclado. Quando o tão esperado tablet da Apple chegar, vamos até ficar felizes com um teclado virtual grande, depois de passar pelo modelo para iPhone. Depois virão os desktops com esse tipo de teclado e assim iremos aos poucos nos acostumando a essa tecnologia.

 

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Teclado virtual: recurso será incorporado aos computadores da Apple

2. Gravadores digitais
Atualmente, os gravadores digitais de vídeo, como o popular TiVo (oferecidos nos Estados Unidos) ou os modelos oferecidos por empresas de TV por assinatura no Brasil substituem com vantagens o velho videocassete, armazenando a programação dos canais preferidos e permitindo assistí-la quando desejar. Mas ainda são equipamentos grandes e feios. Como não há algo melhor...

No futuro, vamos usar nossos celulares e tablets para navegar, gravar ou agendar a gravação de filmes e programas de TV para, muitas vezes, serem assistidos na tela do próprio aparelho (além de visualizá-los em telas de LCD de muitas polegadas, claro).

A Apple praticamente declarou morte ao CD de áudio, primeiro com o iPod e depois com o  hábito de vender músicas em lojas como iTunes (ok, muita gente também baixa gratuitamente de forma ilegal). O mesmo deve acontecer na área das locadoras de vídeos. Vamos baixar programas diretamente em nosso tablets via serviços como o iTunes. E as TVs deverão seguir a tendência de oferecer uma programação personalizada, como uma grande base de dados onde você pode fazer uma busca e assistir o que quiser (não ter que pagar por canais que você nunca vê). Um dia, todos vamos acordar e pensar "por que ainda  dou dinheiro para a operadora de TV por assinatura?

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Tablet: novo tipo de equipamento fará downloads de filmes

3. Aplicativos sob demanda
Há muito tempo aceitamos a ideia de comprar softwares pela Internet. Mas o iPhone, e depois o tablet da Apple, devem mudar a forma como enxergamos um software. Ao invés de pensarmos em aplicativos como uma coisa para as massas, algo que serve para várias funções, veremos cada vez mais programas baratos e para funções específicas.

O iPhone, e depois o tablet, vão nos acostumar a esse modelo. E, então, vamos passar a preferir esse formato, abandonando a maneira atual, utilizada nos desktops.

 Daqui a cinco anos, o PC será algo único, um tablet gigante sem teclado que substituirá o gravador de TV, facilitando o download e a instalação de softwares específicos.

A Apple já está trabalhando em toda essa tecnologia. E - não olhe agora -, mas a Apple está trabalhando em você, também.

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