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Como atrair investidores para o seu projeto digital

Ter uma boa ideia é o primeiro passo, mas não é tudo. É necessário seguir uma série de requisitos para provar que sua proposta merece uma chance

Lygia de Luca, do IDG Now!

19/11/2009 às 11h07

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Se estamos vivendo em tempos de vacas magras ou gordas, não importa. As grandes ideias sempre pipocam na mente de empreendedores, que sonham em receber investimentos para colocar em prática ou alavancar seus projetos inovadores.

Conquistar um investidor, contudo, não é das tarefas mais fáceis. O empreendedor deve ter os pés no chão e apresentar um bom plano de negócio, não apenas um sonho sem valor de mercado.

Além disso, é necessário priorizar ações ao criar um software, aplicativo ou solução para redes sociais. As startups também devem ficar de olho em áreas carentes de projetos que fazem brilhar os olhos de caçadores de talentos.

Após ter tudo em mãos, o empreendedor deve sair em busca de processos seletivos de incubadoras e programas de tecnologia que impulsionam o desenvolvimento do projeto.

Confira 6 dicas para atrair investimentos para a sua startup.

1. Agregue valor à ideia

Não basta ter só um conceito genial de serviço, software, aplicativo ou qualquer solução de tecnologia. É preciso ter um valor, explica Franco Margonari Lazzuri, gerente da incubadora de software do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas Cietec. "A pessoa precisa mostrar o diferencial do seu projeto, a razão pela qual ele é único".

Para tal, esteja atento a qualquer tipo de oportunidade. Um bom exemplo é Marco Gomes, sócio de Marcos Tanaka, do Boo-Box. Com apenas 19 anos, ele percebeu que faltava publicidade em blogs. E foi dessa semente que nasceu a árvore - o serviço de geração de receita em mídias sociais.

2. Tenha foco

Para algumas pessoas pode ser complicado priorizar algumas ações no lugar de outras. Mas o movimento é estratégico e necessário. Se não fosse dessa forma, Jonny Ken não teria criado tão rápido o serviço Migre.me, que encurta URLs e conta cliques. Com algum material em mãos e a ideia na cabeça, em três dias nasceu o serviço. "Priorizei o desenvolvimento do serviço, não o design. Se não fosse assim, o negócio não saía", resume.

3. Monte uma equipe multidisciplinar

A grande verdade é que uma ideia sozinha - por mais valor que tenha - ainda não é suficiente. Ken é mais uma vez um bom exemplo. "Tenho ideias, mas não sei chegar às empresas", diz.

Por isso, o empreendedor pediu ajuda a uma amiga "especialista na vida corporativa" para documentar as qualidades de seu projeto.

4. Faça um bom plano de negócio

Se os passos anteriores já estão organizados, a equipe deve criar um documento que mostre ao investidor que seu dinheiro estará bem aplicado. Mostre, com um plano de negócio eficiente, o potencial e o diferencial da ideia, além de outros detalhes que ajudarão quem investir a ter certeza de que terá retorno sobre seu investimento.

Tanaka afirma que, na época em que o Boo-Box foi idealizado, faltavam cases de startups no Brasil. Atualmente, o cenário é mais favorável, o que facilita a vida dos novos empreendedores.

5. Use sua rede de contatos

A maneira como os seus contatos podem impulsionar o seu sucesso varia. Mas é certo que eles ajudam, como foi o caso do Migre.me. "Na estreia, foram tantos acessos que o servidor caiu", conta Ken. Por quê? O amigo Alexandre Fugita, do TechBits, divulgou o novo serviço em seu Twitter.

O curioso, conta Ken, é que vários sites similares foram lançados no mesmo mês, mas a soma do tweet de Fugita, retweets e posts em blogs deram aquele empurrão.

"E networking não é trocar cartão, mas conversar com as pessoas, ter amigos", ressalta. Quer mais? Depois do 'buzz' online que havia sido gerado, os investidores foram atraídos. O criador do Migre.me gosta de deixar bem claro que, embora os contatos tenham ajudado, conhecer pessoas não elimina o trabalho duro.

6. Aposte em áreas promissoras

Acredite se quiser, faltam bons projetos em muitas áreas de tecnologia. Lazzuri diz que há carência em cloud computing, Business Intelligence (BI), mídias sociais e mobilidade.

Lazzuri cita como exemplo, na área de mobilidade, um projeto que permite o acesso e controle, pelo celular, de aplicações instaladas em um PC. É esse tipo de inovação que o mercado espera, e "mesmo a área de redes sociais, que aparentemente já foi bastante explorada, precisa de muitas ideias", diz.

Há muito espaço também, de acordo com Lazzuri, para micro e pequenas empresas focadas em Business Intelligence. Afinal, para as companhias - independentemente do tamanho -, é essencial ter ferramentas que as ajudem a organizar seus processos com eficiência para que as decisões sejam tomadas da maneira correta.

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