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Como fica a Apple sem Steve Jobs

Seu carisma e capacidade de inovar farão falta, mas o executivo teve tempo para preparar a transição, criando uma companhia que é sua imagem e semelhança

Daniel dos Santos, Macworld Brasil

06/10/2011 às 11h26

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Com a morte de Steve Jobs, surge a pergunta: como fica a empresa de maior valor de mercado do mundo sem o seu líder? Logicamente, seu carisma já faz falta (como pôde ser visto no recente lançamento do iPhone 4S), mas o seu legado vai muito além da presença de palco que hipnotizava os fãs da empresa.

Sobre o futuro da empresa, é preciso destacar algumas questões: em primeiro lugar, como quase tudo que a Apple faz, a transição tem sido pensada e implementada com cuidado e antecedência, ao longo dos últimos anos. Tim Cook assumiu o comando várias vezes, por conta dos problemas médicos de Jobs, rotina que culminou com o anúncio de afastamento do cargo de CEO no final de agosto. Jobs já não comandava a companhia nos últimos meses, e Cook já traz uma boa bagagem nessa função.

Em segundo lugar, os planos em uma companhia como a Apple não são decididos de um dia para outro. O cronograma de produtos para os próximos anos já está fechado, e ele foi decidido sob a supervisão de Jobs. Tudo o que vier nos próximos anos tem o dedo de Jobs (iPad 3, a próxima versão do iPhone...).

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Jobs: legado está na equipe e na cultura de trabalho da Apple

Além disso, uma das maiores virtudes do polêmico e visionário executivo foi a sua capacidade de agrupar talentos e disseminar seu modo de pensar e agir. A Apple de hoje respira e pensa como ele. E essa maneira de trabalhar vencedora não deve sumir nos próximos anos. Tim Cook está encarregado de seguir religiosamente o manual de Jobs.

E a percepção do consumidor? Logo após a saída de Jobs do cargo de CEO,  uma pesquisa da consultoria ChangeWave destacou o tema. No levantamento, apenas 4% dos entrevistados disseram que estariam menos propensos a comprar produtos da Apple sem Jobs no comando. Cerca de 90% dos consumidores entrevistados afirmaram simplesmente que o fato não faz diferença quanto a sua intenção de compra de produtos da Apple.

Logicamente, já vimos outras empresas amargarem desempenhos ruins e perderem o fôlego, após a saída de suas principais figuras. A Microsoft, por exemplo, luta para manter sua importância, após a saída de Bill Gates. Mas a Apple tem as ferramentas, a cultura e as pessoas capazes de manter a companhia nos trilhos. Pelo menos nos próximos anos.

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