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Como manter os dados do celular ou smartphone em segurança

Telefones móveis levam uma quantidade enorme de informações, além da agenda telefônica, e protegê-las é muito importante.

René Ribeiro, da PC World

19/01/2010 às 18h46

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celular_backup_150.jpgTodo mundo que usa um computador sabe da importância de fazer cópias de segurança de seus dados, embora muita gente faça backpus do PC menos vezes do que seria necessário e só se dê conta disso quando é tarde demais.

O problema é que as informações eletrônica  há muito tempo deixaram estar apenas no computador. Elas se espalham por HDs removíveis, pendrives, cartões de memória de câmeras digitais, tocadores MP3 e, claro, também estão presentes em um dispositivo cada vez mais presente na vida de todos: nos celulares e smartphones.

Para se ter uma idéia, o Brasil encerrou 2009 com 179,3 milhões de telefones celulares em operação, ou mais exatamente 9,55 aparelhos para cada grupo de dez brasileiros.

E o que eles têm assim de tão importante? Para a maioria dos usuários, é nos telefones móveis que estão guardados os contatos telefônicos de todas as pessoas que conhecem (raramente alguém mantém um cópia física - nas boas e infalíveis agendas telefônicas). Mas tais eletrônicos guardam ainda fotografias, e-mails, músicas e filmes que são muito importantes para seus proprietários.

O celular sumiu
Em caso de roubo ou perda do equipamento, além do prejuízo do aparelho e do chip, perde-se também tudo o que está armazenado nele e, dependendo do caso, isso pode causar mais prejuízo do que o valor do próprio celular. 

Se o celular desapareceu, a primeira ação a ser tomada é ligar para a operadora e pedir o bloqueio do chip, afinal você não vai querer que saiam por aí fazendo ligações que você terá de pagar depois.

Mas há ainda uma segunda ação importante e muita gente desconhece: é preciso solicitar que a operadora bloqueie também o próprio celular. Ao fazer isso, nenhuma função do aparelho poderá ser acessada, mesmo que o chip for substituído.

O bloqueio do aparelho só é possível caso você informe à operadora o código IMEI do equipamento. Este número, composto por 15 dígitos, está registrado no próprio celular (normalmente fica em uma etiqueta localizada embaixo da bateria), mas também pode ser encontrado no manual dele e até na embalagem em que o equipamento veio.

Anote esse código e guarde a informação em um lugar seguro.

 

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Exemplo de etiqueta localizada no celular, embaixo da bateria

Senha
As informações guardadas no celular não ficam vulneráveis apenas em caso de perda ou roubo. Qualquer um que tenha a oportunidade de pegar seu aparelho por algum tempo também pode espiar o que tem nele. Por isso a importância de protegê-lo com uma senha.

Cada aparelho tem uma forma específica de fazer isso. Verifique no manual do seu equipamento ou no site do fabricante como proceder. E nada de usar a senha padrão, muitas vezes algo como "1234" ou "0000" - são as primeiras que qualquer um vai tentar caso deseje burlar a segurança. E nem é preciso dizer que você deve deixar o código de segurança anotado em algum lugar. Com tantas informações que temos de guardar hoje em dia, é muito fácil esquecer de mais uma.

Cartão de memória
Mesmo que o celular esteja protegido por senha, ainda existe um ponto vulnerável nele: o cartão de memória. Este dispositivo portátil de armazenamento pode ficar inacessível caso esteja inserido em um celular protegido. Mas ainda poderá ser lido em qualquer PC que tenha um leitor de cartões.

Por conta dessa fragilidade, uma parte considerável dos smartphones - celulares por sua característica costumam guardar um volume maior de informações sensíveis - oferece meios de proteger os arquivos guardados nos cartões. Tal função, quando disponível, pode ser localizada no menu de segurança do equipamento ou nas opções de gerenciamento de arquivos.

Chip ou cartão de memória?
A memória interna do próprio celular é um recurso escasso e usada normalmente para funções do próprio equipamento. Dados do usuário, como a agenda de contatos, são salvos no chip ou então no cartão de memória flash, e algumas diferenças em relação a essas duas opções.

Os chips também têm limitação de espaço (128 kB)e não costumam oferecer muitos recursos. Mas os chips têm a vantagem de, caso o celular tenha algum problema de hardware, poder ser removido e inserido em outro telefone móvel, levando consigo todos os contatos do usuário.

Em compensação, os cartões de memória oferecem muito espaço para seus dados - alguns modelos de smartphones aceitam cartões de 16 GB e até 32 GB. Sua principal desvantagem é que o formato usado para guardar as informações pode não ser reconhecido por outro celular, caso seja necessário trocar de aparalho. Tal situação é mais frequente quando o fabricante é diferente ou quando se opta por um sistema operacionam móvel distindo (Windows Mobile, Symbian, iPhone OS ou Android).

Backup dos dados
Não importa se as informações estão guardadas no espaço limitado do
chip ou nos espaçosos cartões de memória. Elas são importantes e você
precisa ter uma cópia - pelo menos uma! - de segurança delas. 

Basicamente, há duas opções possíveis de se fazer isso. Se possível, use ambas; você irá entender o motivo desta estratégia a seguir.

Agenda de contatos - As operadoras móveis Vivo e Tim oferecem um serviço de backup para a agenda telefônica, no qual os dados do celular ficam armazenados em um servidor da empresa.

A oferta da Tim permite salvar a agenda telefônica na internet e restaurá-los sempre que preciso. Os contatos podem ser atualizados a qualquer momento, com data pré-programada ou somente quando solicitado.

O serviço é ativado de forma muito simples. Basta acessar o menu do celular, escolher a opção de Serviços Tim, escolher o item Tim Agenda e, em seguida, Sincronizar. Para acessar o Tim Agenda pela web, o cliente deve ir à área exclusiva do site da Tim.

Clientes com planos pós-pagos terão o serviço cobrado em sua conta. Para quem tem celular pré-pago, é necessário ter o valor equivalente em créditos para serem descontados. Esse serviço é cobrado da seguinte forma: a primeira sincronização custa 3,99 reais e as demais atualizações custam 48 centavos. Para restaurar os arquivos, a operadora cobra 3,99 reais.

Já no caso da Vivo, os procedimentos são similares, mas o preço é diferente: a primeira sincronização custa 2,99 reais e as demais custarão 49 centavos.

O backup por meio da operadora tem a vantagem de garantir que a agenda telefônica estará sempre protegida (desde que você lembre-se de fazer cópias períodas dela). Em contrapartida, você irá pagar sempre que atualizar os dados e também quando precisar recuperá-los. E mais um detalhe: apenas a agenda telefônica estará protegida.

Backup no computador
Felizmente, todos os sistemas móveis oferecem a possibilidade de gerenciar os dados do celular ou smartphone a partir de um computador. Além de facilitar uma série de ações que são mais chatinhas de serem feitas na telas diminutas ou no teclado (físico ou virtual) do telefone móvel, as ferramentas têm ainda uma função muito importante: backup.

Caso seu smartphone ou celular não veio acompanhado de um CD ou DVD com tal software, vá até o site do fabricante e procure localizá-lo. Algumas versões do Windows e o Mac OS também são capazes de reconhecer os dispositivos quandos esses são conectados ao computador por meio de um cabo apropriado e abrem ferramentas próprias que possibilitam o gerenciamento e sincronização.

Se nada disso funcinonar, faça uma busca na web utilizando como argumentos de pesquisa o modelo do seu celular e sistema operacional do seu computador para achar utilitários que possam fazer o trabalho. As chances de encontrar um bom donwload gratuitos são enormes.

Estes aplicativos asseguram que não só a agenda de contatos estará salva no desktop ou notebook, como também todas as demais informações que estão guardadas no cartão de memória. Por isso, a combinação do backup pela rede da operadora e a cópia dos dados no computador acaba sendo a solução mais adequada.

 

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