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Como será o futuro das TVs

Telas enormes, base para iPod, e acesso à web são só o começo.

Melissa J. Perenson, da PC World / EUA

11/08/2008 às 10h39

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Foto:

futurotv_150Cinco anos atrás, qualquer televisor de tela plana gerava reações de curiosidade, e alta definição era algo raro. Hoje, HDTVs de tela plana  já estão em 25% dos lares norte-americanos e não causam mais surpresa. Mas isso é só o começo.

Equipamentos com telas maiores, conexão à internet, portas para conectar o MP3, acesso a redes domésticas e muito mais estão a caminho.

No mundo pós-iPhone, onde a indústria do design tem um papel extremamente importante, os fabricantes de televisores estão dando especial atenção ao visual de seus produtos, bem como à integração entre software e hardware.

“Todo mundo está procurando por características únicas”, observa Paul Gagnon, analista de HDTV da DisplaySearch. “Você percebe isso em notebooks, celulares – e agora todo mundo está à procura de um único padrão de design em TV.”

Para começar, assim como os celulares, câmeras digitais e notebooks, que já vêm coloridos, as TVs estão saindo do “pretinho básico”. A LG, por exemplo, recentemente introduziu uma linha de televisores com cores e estilo diferentes.

O modelo LG40, de 32 polegadas, possui características como pedestal em curva e uma moldura frontal vermelha.

Outro destaque este ano diz respeito à espessura. Hitachi, JVC e LG já lançaram televisores finos, com entre 1,5 e 1,7 polegada. Fabricar uma TV desse tipo é um grande desafio tecnológico.

A LG, por exemplo, atingiu a espessura de 1,7 polegada em seus produtos reprojetando os circuitos ao redor do molde do LCD – e redesenhando o gabinete do aparelho – para remover espaços inutilizados.

No futuro, você verá televisores ainda mais finos no mercado: a nova fábrica da Sharp começará no próximo ano a produção em massa de TVs ultrafinas de 60 polegadas.

Além do perfil slim, os fabricantes de televisores estão incluindo este ano novas características nos gabinetes, sendo o alto-falante o carro-chefe dessas mudanças.

Empresas como Panasonic, Philips, Samsung, Sharp e Westinghouse adicionaram alto-falantes que ficam na parte de baixo em vez da parte frontal, o que, de acordo com especialistas em áudio, agrega um som mais encorpado.

A JVC criou modelos múltiplos que possuem um sistema integrado de dock para iPod, que permite a você tocar músicas ou vídeos de seu MP3 player diretamente na TV.

Também em breve no mercado: televisores que se conectam à rede em casa, para que você acesse outros conteúdos.

No ano passado, HP e Sony largaram na frente nessa tendência, e a Pioneer ofereceu alguns modelos que obedecem ao certificado Digital Living Network Alliance (que atesta que os aparelhos serão capazes de interagir com outros dispositivos DLNA, como PCs, consoles de games e dispositivos de armazenamento, em uma rede doméstica).

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A HP está instalando em todos os seus novos modelos este ano o Windows Media Center Extender, que permite ao usuário acessar conteúdo multimídia no PC via rede doméstica. Em breve, a Sony adicionará uma opção de DMeX (Digital Media Extender) em seus modelos, propiciando que eles interajam com redes DLNA.

A conexão via internet chega para dar mais um impulso. Na feira de eletrônicos Consumer Eletronics Show (CES), que aconteceu em janeiro deste ano, a Sharp lançou modelos com seu serviço Aquos Net (para receber conteúdo customizado da web).

Já a Panasonic revelou seu serviço VieraCast (para assistir a vídeos do Youtube e acessar fotos pelo site de compartilhamento de imagens Picasa, do Google); e a Samsung anunciou seus televisores que recebem feeds RSS, patrocinados pelo jornal USA Today. Todas são esperadas para lançamento comercial ainda este ano.

Mas como todas as inovações, alguns desses aparelhos podem surgir agora e desaparecer amanhã. O grande desafio para os fabricantes é encontrar o balanço ideal entre novas tecnologias e preços, em um mercado tão competitivo.

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Aquos Net, da Sharp: conteúdo customizado da web na tela da TV

“Agora eles estão apenas testando as tecnologias”, observa Gagnon, da DisplaySearch. A questão é que aumentar o preço dos televisores para adicionar uma nova característica que ninguém usa seria um desperdício de dinheiro tanto para os fabricantes quanto para os consumidores.

LCD e plasma: futuro da tecnologia A resolução continua como a área de grande competição entre os fabricantes de HDTVs. Nos anos anteriores, o padrão era de 720p. Este ano, a escala já atinge 1080p, a máxima para essa tecnologia.

Entre os aparelhos LCD – que garantem melhor brilho com relação ao plasma – muitos dos modelos de 720p vendidos este ano serão de telas menores (37 polegadas e inferiores) vendidos a preços mais baixos.

Com as TVs de plasma – conhecidas pelos altos índices de contraste nas imagens em telas grandes –, você terá mais opções de 1080p do que nunca. E no próximo ano este aumento na resolução para plasma deve ser consolidado.

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A Pioneer, por exemplo, diz que irá eliminar os modelos 720p de sua linha já em 2009. No entanto, os modelos LCD continuarão a oferecer televisores com 720p, em tamanhos de tela menores (de 20 a 32 polegadas).

Outras inovações tecnológicas estão a caminho. Televisores LCD com tecnologia de 120 Hz – que ajuda telas LCD a lidarem melhor com cenas velozes, como um filme de ação ou esportes – serão agregados aos modelos medianos ainda este ano.

Em 2007, uma TV com essa tecnologia custava de 500 a 600 dólares a mais do que as sem (nos Estados Unidos), mas este ano a tecnologia deve agregar de 200 a 300 dólares a mais no preço, explica TIM Alessi, diretor de desenvolvimento de produtos da LG.

No próximo ano, Alessi acredita que a diferença de custo adicional seja menor ou inexistente, o que deve repercutir também nos valores cobrados em outros países.

Agora que a tecnologia de 120 Hz está se tornando comum, os
fabricantes de televisores LCD podem se focar em outras inovações, como
adicionar luz de fundo LED em modelos mais baratos.

Também apresentadas no ano passado (pela Samsung), as luzes LED
podem oferecer uma vasta gama de cores e alto contraste. Atualmente os
visores com LED são uma raridade, limitados a um ou dois modelos
especiais por ano.

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SL4278N, da HP: tela de 42 polegadas, porta ethernet
na parte de trás para conectar o eletrônico à rede doméstica

Paul Gagnon, da DisplaySearch, não espera vê-los ainda durante os dois próximos anos, mas ele acredita que com o tempo o preço e a viabilidade dessa tecnologia irão melhorar.

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Recentemente fabricantes de televisores de plasma também promoveram algumas “viagens” ao futuro. Na CES, por exemplo, a Pioneer apresentou dois intrigantes protótipos tecnológicos: visores de plasma “completamente negros” e ultrafinos.

O termo “completamente negros” se refere à cor da tela quando não há imagem nela; todos os painéis dos televisores atuais emitem alguma luz, fazendo a tela principal parecer mais com um cinza escuro.

“Se não conseguimos começar com uma tela completamente negra, todas as cores parecerão lavadas ou desbotadas”, explica Paul Meyhoefer, vicepresidente de marketing e planejamento de produtos para os visores plasma da Pioneer.

Com essa nova tecnologia, “você pode entrar em uma sala totalmente escura e verá apenas a imagem, e não a TV ou outra luz emitida pelo televisor”, destaca ele.

A Pioneer também criou o protótipo de plasma com um visor com 9 milímetros de espessura. “É basicamente a grossura de um vidro”, observa Meyhoefer. “Nosso objetivo é juntar as duas tecnologias e integrá-las dentro de um conceito de design ultrafino.”

Enquanto isso, a Panasonic trabalha para melhorar a eficiência da
emissão de luz, o que deve produzir painéis de plasma que consumam
menos energia e que possam competir melhor com o brilho dos LCDs.

Na CES, a companhia exibiu um protótipo de uma TV de plasma fi na
com profundidade de apenas 24,7 milímetros – menos que uma polegada.

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Fazendo escola: a exemplo dos celulares, as TVs
estão indo além do preto, como os modelos da LG LG40 e LG60

Tecnologia OLED ainda está cara
Após anos anunciando sua chegada, os visores com tecnologia OLED (do inglês Organic Light-Emitting Diode, ou Diodos Orgânicos Emissores de Luz) finalmente se tornaram uma realidade: na CES, a Sony apresentou a primeira TV OLED aos consumidores.

O modelo XEL-1 de 11 polegadas oferece cores brilhantes e imagens com alto contraste em um painel ultrafino (apenas 3 milímetros de espessura), mas, ao preço de 2.500 dólares (isso nos Estados Unidos), parece ser mais uma extravagância para os consumidores.

De qualquer forma, a Sony diz que pretende lançar visores maiores a partir do próximo ano. Outros fabricantes estão de olho na tecnologia OLED, mas apenas a Samsung veio a público anunciar seus planos para o futuro.

A empresa mostrou dois protótipos com essa tecnologia: um de 14 polegadas e outro de 31 polegadas; porém, assim como outros fabricantes, ela não pretende lançar os televisores OLED antes de 2009, quando o processo de fabricação deve estar mais barato.

Para muitos fabricantes, essa tecnologia ainda é carta fora do baralho. Gagnon, da DisplaySearch, prevê que essa tecnologia não atingirá seu auge em menos de três ou quatro anos.

Se você está à procura de uma TV de alta definição, nenhuma das evoluções listadas para serem lançadas este ano (ou nos seguintes), serve como motivo para você aguardar. Um melhor design, som e resolução serão ajustes bem-vindos, mas quando finalmente chegarem, provavelmente não farão com que você se arrependa de já ter comprado um aparelho.

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