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Como serão os Macs daqui a 25 anos?

Provavelmente ainda teremos Macs em 2034, mas serão baseados no iPhone, e com tamanho de um iPod Shuffle. Descubra o que imaginamos para o Mac do futuro.

Seth Weintraub, Computerworld/EUA

23/01/2009 às 12h18

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O Mac tem sido o estandarte da Apple desde que foi lançado em 1984 e continua assim até hoje, apesar da adulação sobre a plataforma do iPhone. Desde a época em que o Apple II GS morreu no início do anos 90, até a introdução do iPod em 2001, o Mac foi a única linha de produtos que a Apple manteve na ativa.

Claro, a companhia lançou diversos produtos interessantes, incluindo o Newton, a Apple TV, o Pippin, o eMate, algumas câmeras QuickTake e até impressoras. Mas a empresa gira em torno do Mac, que completa 25 anos no dia 24 de janeiro.

Então, o Mac sobrevive mais um quarto de século? É uma pergunta impossível de responder, já é difícil dizer o que vai acontecer em 5 anos na indústria de tecnologia, quanto mais 10 ou 25.

Ainda assim, é divertido especular. Eu usei algumas medidas para projetar e ver como seria o Mac de amanhã.

Especificações
Se nos apegarmos a especificações físicas, comparando o Mac 128K original ao iMac atual, e então inferir baseando-se nisso, nós teríamos alguns números interessantes: algo como, se modas antigas fossem levadas  adiante, um display 3D de 64 polegadas e processadores de 720 GHz. (

Não deve acontecer dessa forma. Na verdade, é improvável que ainda existam computadores pessoais como conhecemos em 25 anos. Provavelmente, aparelhos como iPhones serão o principal modo de computação, com a nuvem sendo usada para processamento pesado, armazenamento, e claro, comunicações. (veja a tabela abaixo com nossas previsões do Mac de 2034).

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Marca

A Apple vai chamar seu aparelho do futuro de “Macintosh”? Talvez. Há um pré-requisito para marcas sobreviverem por décadas. A Sony chama seus tocadores de MP3 de “Walkman” como seus revolucionários toca-fitas portáteis do final dos anos 70. A Polaroid (a marca, não a empresa original) fabrica câmeras digitais com impressoras embutidas.

E não para por aí. Companhias investiram muito em marcas e uma vez que a marca está estabelecida, eles querem usufruir eternamente. Há uma movimentação para separar a marca Mac do sistema operacional OS X, algo que pode dar ao iPhone OS sua própria identidade.

A Apple tem muito investido na marca Macintosh. Ainda é o computador pessoal mais sofisticado “para o resto de nós”. Em 25 anos, eu espero que nós todos lembremos – e, torço eu, ainda participemos – da experiência Macintosh.

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Tecnologia
Assumindo que o nome Macintosh está no mercado desde 1984, o que ele representa? O hardware de amanhã não deve ser um descendente direto do Mac atual. É mais provável que ele evolua a partir do iPhone e pode ser algo “visível”, como um colar ou relógio, ou até mesmo algo do tamanho de um iPod shuffle.

Para fazer o trabalho básico, a maioria das pessoas não precisa de processadores de alto poder. Editar textos, navegar na web, enviar e-mails e editar imagens é 90% do que grande parte dos usuários de computadores precisam. Isso pode se expandir para chats em vídeo entre diversas pessoas e telepresença. Games, claro, precisam de muito mais poder de processamento.

A Apple fez um investimento de longo prazo na fabricação de chips ao comprar a PA Semiconductor. Existem inúmeras razões para acreditar que esses projetistas de chips estão trabalhando em microprocessadores ARM que serão usados em dispositivos portáteis da Apple em um futuro próximo.
Por que usar chips ARM em vez dos Intel, padrão no mercado de PCs? A família ARM Cortex de processadores pode ter a velocidade de um chip Intel Atom. Em breve, arquiteturas ARM multicore poderão disputar com os processadores intermediários da Intel para notebooks com uma fração da energia usada. Steve Jobs já citou a eficiência energética para trocar a arquitetura PowerPC pela Intel. Não falta muito para a Apple se mover novamente.

A linha Mac cada vez é mais portátil também. Os notebooks vendem mais que os desktops, e o resto da indústria de PCs somente agora começa a seguir essa divisão.

Discos rígidos começam a perder terreno para os discos de estado sólido (SSD). Além de mais velozes, ocupam menos espaço e operam em condições adversas consumindo menos energia. Em algum ponto no futuro, o disco rígido será substituído pelo SSD nos computadores pessoais. Isso não significa o fim dos HDs, que continuarão a ser usados em servidores e soluções de backup.

Duração da bateria é outro fator limitante na hora de reduzir os dispositivos. Mas pesquisas mostram que grandes novidades estão a caminho, como as células de combustível e a nanotecnologia. Nos próximos 25 anos, novos avanços nas baterias irão surgir (junto com processadores e componentes supereficientes), permitindo a criação de um computador minúsculo, do tamanho de um iPod shuffle.

As pesquisas em chips ARM incluem também idéias de “sistemas em um chip”, levando toda a placa-mãe a um chip único. Conforme os PCs ficam mais ubíquos, porque não imaginar um computador em um chip único, com memória, armazenamento, rede e vídeo em uma peça só.

O próximo grande passo em telas está dando seus primeiros passos agora, com microprojetores chegando ao mercado. Por enquanto, eles não têm muito brilho e são consideravelmente “grandes” para caber em um dispositivo reduzido. Mas, em 25 anos, isso pode ser resolvido. Por outro lado, monitores convencionais estão cada vez maiores e mais baratos. Com resoluções mais altas e com grande economia de energia, os LEDs podem tornar isso possível.

E não para aí. A Apple fez recentemente um investimento de 500 milhões de dólares na LG, que vem criando coisas incríveis em telas 3D. Até idéias distantes como projetar imagens direto no seu olho vêm sendo estudadas.

Redes: hoje, mais e mais máquinas são apenas wireless. Redes 802.11n conseguem velocidades mais rápidas que redes 100baseT que eram a tecnologia mais veloz alguns anos atrás. E não serão apenas os equipamentos de rede: periféricos vão cortar os fios também. A banda ultralarga (UWB) e Wireless USB são as mais recentes tecnologias nessa direção.

E tecnologias de internet sem fio como WiMax e LTE (4G) vão tornar possível a banda larga ilimitada. Junto com novas tecnologias de switches e roteadores, tudo vai ficar mais veloz.

A entrada de dados será uma das maiores áreas de inovação nos próximos 25 anos. Muitos paradigmas estão mudando com tecnologias multitoque, mas o reconhecimento de fala ainda é algo pouco eficaz – e que começa a melhorar lentamente, vide o aplicativo do Google para iPhone, com buscas por voz. Nos próximos 25 anos, o modo que nos comunicamos com dispositivos só irá melhorar. E, quem sabe, em 2034, talvez tenhamos uma interface cérebro-máquina direta.

Minha aposta é que o Mac de 2034 será um computador vestível e tão integrado ao corpo humano que pode até desaparecer. Quando isso ocorrer, seremos tão bem treinados para interagir com a tecnologia desde o berço, e qualquer interface de usuário pode até ser invisível para nós. Esse dispositivo vai ser um Mac? Bem, as chances são grandes.

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