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Compras de final de ano na web exigem atenção e segurança

Falsos links em redes sociais, smishing e navegadores desatualizados são alguns dos riscos à segurança dos usuários e empresas

IDG News Service

29/11/2010 às 14h43

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Verificar e-mail, acessar o Facebook e trocar mensagens com os amigos são atividades comuns. Mas, neste final do ano, as redes sociais devem perder espaço para uma outra atividade online bem conhecida, as compras de Natal. 

Segundo a National Retail Federation, cerca de 107 milhões de pessoas farão compras online hoje, superior aos 96,5 milhões do ano passado. No entanto, uma pesquisa divulgada este mês mostra que a quantidade horas de navegação será menor do que há um ano. 

A expectativa é que as pessoas gastem apenas 6 horas navegando em lojas virtuais em PCs ou dispositivos móveis. No ano passado esse número foi de 14 horas. 

"No final de 2010, embora as pessoas possivelmente gastem menos tempo em busca de presentes, os riscos de segurança são maiores do que nunca. As compras on-line estão se tornando uma atividade cada vez mais arriscada", disse John Pironti, assessor de segurança da ISACA e presidente da IP Architects. 

Riscos nas redes sociais 

Segundo o relalório, intitulado como "Shopping on the Job: ISACA's Online Holiday Shopping and Workplace Internet Safety Survey"42% dos clientes acessarão sites de redes sociais como o Facebook a partir de um PC ou dispositivo móvel. Todos eles estarão vulneráveis a links falsos anunciando descontos e promoções.

"Temos observado um aumento considerável no uso de redes sociais como um portal para conduzir o internauta a um site malicioso", afirmou Pironti. "A comunidade hacker está explorando a confiança que as pessoas depositam e assim disseminam links falsos", comentou Pironti.

Smishing

A pesquisa também descobriu que quase metade (47%) dos que realizarão compras pela web com aparelhos corporativos usarão um dispositivo portátil, como um notebook, tablet ou smartphone. Por outro lado, as medidas de segurança para estes aparelhos estão crescendo lentamente", disse Pironti. 

Entre as principais ameças, estão o "smishing" - técnica semelhante ao phishing, mas utilizada via mensagem de texto (SMS) - incluindo links maliciosos, que podem infectar diferentes redes. 

"Sabemos que poucas pessoas com smartphones não têm plano de dados. Embora muitos deles não saibam, eles estabelecem uma ponte entre o seu dispositivo pessoal e o sistema corporativo ou pessoal. Se alguém baixar um arquivo infectado de um SMS, eles tem potencial para infectar também a rede de uma empresa"

Exploração via navegador

"A falta de um navegador atualizado é ainda um problema em muitos escritórios", diz Pironti. Usuários que não utilizam versões atuais dos navegadores estão mais vulneráveis e correm muito mais risco de serem infectados. 

"É importante estar atento. Às vezes a falta de atenção ao digitar um endereço no teclado pode fazê-lo acessar o site 'Maky.com" quando era para acessar realmente  "Macy's"; ou digitar "iBay.com" ao invés de procurar por eBay", afirmou Pironti, que completou:"E, muitas vezes, estes sites foram propositamente desenvolvidos para se parecerem com os sites originais, mas os links são todos falsos".

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