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Computador está presente em 32% das residências brasileiras

Em 2008, índice de domicílios com PC era de 25%, mostra pesquisa TIC Domicílios. Acesso residencial à internet superou lan houses.

Guilherme Felitti, do IDG Now!

06/04/2010 às 11h00

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As lan houses perderam o posto de principal ponto de acesso à internet no Brasil em 2009.

As conexões domésticas corresponderam a 48% dos acessos nacionais no ano passado, contra 45% das feitas em lan houses, segundo a quinta edição da pesquisa TIC Domicílios 2009, divulgada nesta terça-feira (6/4).

Chamadas de Centro público de acesso pago pelo responsável pela pesquisa, o  Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), as lan houses liderança entre os pontos mais populares de acesso à internet no Brasil em 2007 e 2008.

Centros públicos de acesso gratuito, chamados popularmente de telecentros, foram responsáveis por 4% dos acessos em 2009. Conexões pelo telefone celular contabilizam os 3% restantes.

A troca de posições tem relação com o aumento tanto na compra de computadores como na contratação de conexões de banda larga em 2009, segundo o NIC.br - ambas as categorias experimentaram as maiores taxas de crescimento desde 2005.

Segundo a pesquisa, 32% dos domicílios brasileiros possuem computadores, contra 25% em 2008. As conexões de banda larga estão presentes em 24% dos lares, contra os 18% registrados no ano passado.

Se considerarmos os apenas centros urbanos, as participações de PC e internet nos lares brasileiros sobem para 36% e 27%, respectivamente. O NIC.br estendeu sua pesquisa para moradores de áreas rurais apenas em 2008.

Os crescimentos na venda de PCs e conexões de banda larga refletem as condições econômicas favoráveis do Brasil durante 2009, e não alguma nova iniciativa de inclusão voltada especificamente ao setor, afirma o coordenador do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), Alexandre Barbosa.

Os principais beneficiados pela conjuntura do país no ano passado, mostra a pesquisa, foram os que têm renda mensal de até três salários: em 2009, a banda larga atingiu 4% dos que ganham até um salário mínimo (contra 1% em 2008), 12% com renda entre um e dois salários mínimos (contra 5% em 2008) e 30% com renda entre dois e três salários mínimos (contra 17% em 2008).

A pesquisa aponta para um cenário que deverá se aprofundar nos próximos anos em que a  lan house perde espaço como simples ponto de acesso para as conexões domésticas, mais acessíveis às classes menos abastadas, e se transformam em centros de serviço para a comunidade.

"Conforme você tem PC em casa, não vai mais à lan house", afirma Barbosa.

Além da manutenção da estabilidade financeira, programas que oferecem conexões de banda larga a preços populares (já disponíveis em São Paulo, por exemplo) e a discussão sobre o Plano Nacional de Banda Larga do Governo Federal apontam para uma popularização ainda maior da banda larga entre as classes mais pobres.

A TIC Domicílios 2009 foi realizada com 21.498 entrevistados entre 21 de setembro e 27 de outubro do ano passado nas cinco regiões brasileiras. O estudo pode ser acessado na íntegra no site do NIC.br.

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