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Computador para vestir é a nova onda do Vale do Silício

Para especialistas, a moda das engenhocas para usar e sair por aí não só chegou como já se expande para novas áreas, como esporte e saúde

David Daw, da PC World/EUA

05/08/2011 às 18h44

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Este é um momento muito emocionante para a indústria de computadores "vestíveis". O investidor de risco Marc Andreessen declarou em uma entrevista recente que computadores que podem ser “vestidos” (ou, pelo menos, usados como acessório de moda) serão a próxima grande novidade no Vale do Silício, e que os últimos meses têm sido agitados com anúncios de novos produtos.

Um dispositivo que grava tudo o que enxerga e que exibe o material mais tarde, um bracelete que monitora discretamente sua saúde, o famoso relógio-telefone de Dick Tracy... Esses dispositivos não chegarão em breve: eles já estão aqui. A WIMM Labs, por exemplo, anunciou esta semana uma nova linha de dispositivos Android pequenos o bastante para caber no pulso de uma pessoa, porém poderosos o suficiente para monitorar o clima, seus compromissos e muito mais.

A tecnologia que pode ser “vestida” já faz parte de nossas vidas; então, o que mais está por vir? Travis Bogard, vice-presidente de gerenciamento de produtos e estratégias da Jawbone, disse que, nos próximos anos, esse tipo de computação deve se expandir para novas áreas, à medida que os consumidores aceitem melhor essa ideia.

Bracelete
A empresa, conhecida por sua linha de headsets Bluetooth, anunciou recentemente o Up, um bracelete que monitora como o usuário come e dorme e ainda fica de olho em seus movimentos, para registrar o quando você se exercita. O aparelho, que deve chegar até o fim do ano, também permitirá ao usuário checar os dados durante o dia, a partir de um aplicativo para smartphone.

Por mais que esses aparelhos pareçam muito exóticos, eles são, sob muitos aspectos, extensões naturais de um estilo de vida digital que já encontra muitos adeptos. Mais de 3 milhões de corredores utilizam o sistema Nike+iPod que monitora o esforço físico. O pequeno sensor Nike+, que custa 20 dólares, fica no tênis de corrida, na região do calcanhar, e registra quão longa e forte foi a corrida. O dispostivo, que possui uma atraente interface web, ajudou os corredores a percorrerem 476 milhões de quilômetros, desde que foi lançado em 2006.

Este é apenas a ponta do iceberg da indústria que combina artigos de vestuário e de saúde. Por muitos anos, companhias como BodyMedia ofereceram dispositivos capazes de exibir quantas calorias eram queimadas durante o dia, com a ajuda de um jornal de alimentação online, que ajudava o usuário a perder peso.

O que está por vir?
O próximo passo para as roupas tecnológicas pode ser o foco no design dos dispositivos. Tradicionalmente, esses acessórios têm valorizado a função em relação à forma; contudo, com aparelhos menores  e mais confortáveis, como o Up e o Nike+ no mercado, isso está mudando. Bogard afirma que o objetivo final é pegar a computação “vestível” e fazer dela algo praticamente invisível em nossas vidas. “Você deseja se manter conectado com todo tipo de informação, e quer fazê-lo de uma maneira que isso possa fazer parte do seu corpo de maneira fixa”.

Bogard argumenta que toda vez que você coloca um headset Bluetooth, você já está participando da revolução das vestimentas tecnológicas. A experiência é tão comum e confortável  que nem mesmo a percebemos. Todavia, para o vice-presidente da Jawbone isso não é um efeito colateral do bom design: é um objetivo. Ele acredita que um produto bem projetado deve ser invisível ao usuário final e apenas quando o acessório se tornar uma extensão natural de nossos corpos a tecnologia irá realmente decolar.

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