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Confira 10 previsões para o mercado de tecnologia em 2008, segundo a IDC

Apesar do temor de desaceleração da economia nos Estados Unidos, consultoria prevê ritmo satisfatório de crescimento na área

Por Luiza Dalmazo, repórter do Computerworld

17/01/2008 às 12h14

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Apesar das incertezas da economia norte-americana, a expectativa da consultoria IDC é de que no ano de 2008 o mercado de TI terá o mesmo ritmo de crescimento que 2007, uma taxa de 12,8%. “O Brasil tende a acompanhar, até porque metade do que se consome na região é feito por conta do Brasil”, afirma Reinaldo Roveri, analista sênior de infra-estrutura e armazenamento da IDC Brasil.

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Dessa forma, a região deverá registrar 48 bilhões de dólares em consumo de TI, contra 43 bilhões de dólares em 2007. “Para se ter uma idéia, a China teve receita de 47 bilhões de dólares, valor muito próximo ao da região”, lembra.

Confira agora as 10 previsões da consultoria para o ano.

1. Hardware primeiro
O que vai impulsionar de maneira mais significativa os negócios em TI, segundo o IDC, será a área de hardware, que deve crescer 13,4%, puxado por handhelds, notebooks, PCs e também impressoras. Em segundo lugar estão os serviços, que devem crescer 12%, com destaque para os serviços de hospedagem de equipamentos. Na seqüência, aparecem os softwares, principalmente na área de segurança e storage. O principal para o IDC, no entanto, é que a região não será muito afetada pela economia externa e manterá o crescimento.

2. Tecnologias móveis
As pessoas vão ganhar destaque na cadeia de consumo. Em 2007 já ouve uma explosão na aquisição de monitores, notebooks, smartphones e outros. Isso gera um impacto até mesmo no mercado corporativo, que tem de proliferar a oferta de banda larga, por exemplo. “Em 2008, 18% dos lares na AL deverão ter banda larga, contra só 10% em 2006”, diz. Além disso, tecnologias novas como o triple play também vão incentivar tudo isso.

3. Comunicação unificada
Neste ano, segundo o IDC, principalmente no mercado corporativo, haverá mudanças para que a comunicação se torne mais unificada. Com a padronização de equipamentos e protocolo para que surjam mais opções aos usuários, assim como a oferta de portabilidade numérica entre as operadoras, a comunicação de voz é destaque no recebimento de investimentos este ano.

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4. Transformação de empregados
O surgimento de tecnologias como as redes 3G, o WiFi e a convergência das linhas fixo-móvel vai fazer com que as empresas mudem o perfil de tratamento dos profissionais. O trabalho remoto vai se tornar mais comum e mesmo assim o contato com a empresa não vai diminuir. Além disso, os investimentos de equipamentos de rede serão muito altos neste ano e contemplarão a possibilidade de as redes se tornarem móveis. “Uma pesquisa com aproximadamente 100 empresas brasileiras mostra que 60% delas pretende investir nisso em 2008”, diz Roveri.

5. Software como serviço
Algumas multinacionais se mobilizaram em 2007 e mostraram ofertas de software como serviço (SaaS), mas não se viu nenhum grande contrato na região por enquanto. Esse ceticismo se deve porque as empresas ainda temem muito pela confidencialidade das informações e a oferta ainda é muito nova. Em 2008, as ofertas deverão ficar mais maduras e eventualmente projetos grandes poderão ser feitos. Além disso, alguns desenvolvedores independentes locais (ISVs) vão querer entender esse modelo de desenvolvimento próprio de software, e cobram para as empresas usarem - já que a vantagem é a otimização do fluxo de caixa.

6. Soluções de código aberto
A popularidade das ofertas de código aberto vai aumentar e não só por causa do Linux. Pacotes de soluções customizadas podem ou não incluir o Linux. As aplicações e soluções para call center e suítes baseadas em protocolo IP com servidores em código aberto vão aumentar em adoção. Pequenos desenvolvedores com soluções específicas para o mercado latino-americano usam o Linux e já estão estabilizados no Brasil. “Mas a expectativa é de que a adoção permeie também hardware e serviços”, diz.

7. Segurança
Como já era de se esperar, segurança está no topo. Para 2008 a preocupação, no entanto, sai do nível tecnológico e vai para o negócio. Ameaças como vírus, gerenciamento de identidade e instalação de segurança sobem um degrau e passam a ser problema do planejamento de negócio em relação a gerenciamento de riscos e até privacidade de dados, assim como desenvolvimento de softwares para que a empresa esteja segura. A motivação para isso é que a necessidade da integridade do BackOffice deixa de ser pontual.

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8. BPM
Ferramentas para processos de negócios (BPM) serão mais usadas para aumentar a produtividade do departamento de TI e para a adaptação da empresa a práticas de governança corporativa. BPM é a tecnologia que tende a ter crescimento mais rápido do mercado em 2008. A expectativa é de aumento das aquisições de 80% em relação a 2007. “No ano passado, muitas empresas abriram capital e para isso precisam seguir várias regras, tendo de se adequar usando governança - e o BPM pode ajudar nisso”, avalia.

9. Virtualização
Esse é mais um dos itens que não causa surpresa. A transformação da TI faz com que o setor se torne mais dinâmico e, até agora, veremos a otimização da implementação da virtualização no hardware e na consolidação de serviços. “Até algum tempo atrás, os processadores no servidor eram subutilizados. Agora, com uma camada de virtualização, é possível simular mini-servidores”, diz.

A grande transformação é que mais ferramentas de gerenciamento e monitoração de desempenho para a migração de dados a partir dessa camada para ver a aplicação migrando servidores físicos para outros e traz mais disponibilidade e produtividade. Segundo Roveri, isso vale também para storage, quando se simula um grande disco para rodar uma aplicação, e na verdade são vários pequenos.

Em 2008, a Microsoft também vai lançar sua oferta e, como a tecnologia propõe redução de custos ao cliente, mais empresas vão partir para a adoção. Há também o desejo de buscar adequação à TI Verde.

10. Offshore e BPO
Diversas empresas locais e até multinacionais vão expandir e consolidar a oferta de offshore e depois até expandir para a oferta de gerenciamento dos processos dos clientes. “É o amadurecimento da prática de offshore e expansão do negócio de BPO, que ainda é insípido. Mas já que a empresa cuida do help desk, vai expandir também para o controle de processos”, aponta.

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