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Conheça 12 mitos da tecnologia que ainda assustam muita gente

Os PCs de mesa estão mesmo condenados à morte? Usar cartuchos recarregados faz mal à impressora? Cabo HDMI caro é melhor? É hora de saber a verdade.

PC World/EUA

25/08/2010 às 17h16

Foto:


Parece que o Windows Vista não era, de fato, tão lento como
dizem e que o seu computador não vai derreter se fizer overclocking. Graças à
Internet, uma série de mitos é gerada e posicionada no altar da mais pura
verdade. Dessa forma, boatos tornam-se fatos e a desinformação ecoa por todos
os cantos da web. Para o deleite do consumidor e tristeza dos alarmistas, desenterramos
algumas verdades, até então pétreas, sobre tecnologia para ver quais tinham
algum fundamento e quais eram versões modernas de contos dos irmãos Grimm.

É claro, existe sempre um fundo de verdade em toda
brincadeira. De olho nesse fato, elaboramos uma escala de veracidade de 1 a 4 para
os boatos a seguir: 1 equivale a real e, 4, mais do que fantasia, beira a
alucinação. Afinal de contas, os números não mentem jamais.

1::O Windows Vista é mais lento que o 7

Logo depois de ser lançado, o Vista ganhou fama de ser
preguiçoso e de ter uma gula interminável por recursos de sistema. A chegada do
sucessor, Windows 7, gerou uma onda de críticas ao Vista. Ele deveria ser o que
o 7 era; rápido, enxuto, enfim, tudo de bom.

Assim que a versão 7 ganhou as ruas, nós rodamos alguns
ensaios com laptops munidos das versões de 32 e de 64 bits do Vista e do Windows
7. Obviamente os resultados foram variados, sempre dependendo da configuração
das máquinas. Mas houve alguns resultados interessantes.

Pró Windows 7:

- O Win7 teve uma nota superior usando o WorldBench 6. O
Vista registrava 1,25% e o Win7 chegou aos 10%. Mesmo assim, na maioria das
vezes, este se manteve na casa dos 2 ou dos 3 pontos.
- Operações com os leitores de disco ganharam bastante com o Win7. Em média, o
Nero, funcionou de duas a duas vezes e meia mais rápido em notebooks diferentes.
- Duração da bateria: até 15 minutos a mais em um laptop da Gateway.

Pró Vista:

- Executar o PhotoShop CS4 no Vista demorou 2,7 segundos
contra longos 9,6 segundos em uma máquina Windows 7.
- A carga do sistema também levou mais tempo no 7 que no antecessor. A máquina
da Gateway levou 39,6 segundos para inicializar completamente o malfalado
Vista, ao passo que a carga do 7 precisou de 43,6 segundos.

Tudo indica que toda a excitação gerada pelo sistema 7 da Microsoft
é fruto de otimização do registro e poucas mudanças no gerenciador de janelas
do sistema, o que faz o SO responder de maneira mais espontânea.

Logo: Sim, o Windows 7 é mais rápido, porém menos que se
pensa.

Nota: 2

2::Todos os smartphones perdem sinal dependendo do jeito
que são segurados

Ao descobrirem que o iPhone4 tem o sinal enfraquecido por
ter a antena exposta, a Apple rapidamente alegou que essa falha afetava todos
os smartphones.

Testamos cinco smartphones diferentes. Estudamos a qualidade
do sinal RF, as velocidades de transmissão de dados e a robustez do sinal e
localidades de recepção boa e ruim. Ao passo que todos os dispositivos
apresentaram queda no sinal dependendo da empunhadura, nenhum deles foi tão
longe quanto o iPhone4 que chega a perder completamente a comunicação.

Logo: Quem não tem um iPhone4, não deve se preocupar tanto
com a antena.

Nota: 2

3::Os desktops estão condenados, será?

Não dá pra fechar os olhos à realidade dos laptops estarem
cada vez mais acessíveis e robustos. Agora, entre assumir esse fato e enterrar
os desktops existe uma sensível diferença. Ou você acha que, só porque existe o
Smart, ninguém mais vai precisar de caminhonetes? Quem precisa de laptops de
alto desempenho tem de enfiar a mão fundo no bolso. Se quiserem ter um leitor
de Blu-ray, trocar de processador ou substituir a placa de vídeo, só lhes resta
comprar outra máquina. Além disso, quem gosta de experimentar com diferentes
configurações de hardware não pode fazê-lo com um 14 polegadas portátil.

Existem várias alternativas para quem quer ter um PC com
poderes de home theater, aquele que sevem direitinho do lado da TV de várias
polegadas. E telas grandes não significam necessariamente um gabinete preto e monótono.
A linha de all-in-one PCs veio para demonstrar isso. Aos estudantes, ocupados
com projetos de multimídia e interessados em jogos eletrônicos, resta a opção
de comprar um netbook para os afazeres e um all-in-one PC para dar conta das
tarefas acadêmicas.

Nota: 3

4::Cabos HDMI caros são melhores

Ok, você acaba de gastar 3 mil reais em uma TV e outros 600
em um Blu-ray. Agora, tudo que falta é fazer o dia do vendedor comprando aquele
supercabo HDMI de 200 pratas. Afinal de contas, vale a pena, não? Se você
tiver sorte, vai encontrar na prateleira da loja virtual um cabo de “segunda
linha”, por 120 reais.

Os tais cabos de primeira linha foram o xodó das lojas de
eletrônicos por várias décadas, e isso por um bom motivo: a transmissão
analógica de sinal é suscetível a interferências, o que resulta em uma imagem
inferior àquela que sai do dispositivo original e viaja até a TV ou aparelho de
som stereo doubledeck auto-reverse.

Mas, em se tratando de sinais digitais, como é caso do emitido
por DisplayPort, de DVI e de HDMI, isso não se aplica. Os pulsos transmitidos
não têm a mesma sensibilidade dos analógicos. Para prejudicar uma transmissão
em um cabo desses, digitais, é necessário algo muito grave. Geralmente isso só
ocorre em conexões com mais de oito metros de comprimento. Cabos mais curtos
que isso podem ser do tipo ordinário.

Essa explicação raramente convence aos entusiastas do home
theater (e muito menos aos vendedores de home theater). Estes juram de pés
juntos que existe diferença. Já que é assim, decidimos realizar testes com
cabos diferentes. Colocamos nos ringue o cabo Monster HD100 de 150 dólares, o
AudioQuest Forest, de 60, para brigar com os patinhos feios da Blue Jeans Cable, o
50011A-G, de 5 dólares e o Monoprice 28AWG, de pouco mais de três notas
verde-oliva.

Assistimos de tudo: jogos de futebol (americano) e vídeos de
alta definição. Na linha de chegada, um resultado absolutamente impressionante:
nada definido. Três competidores marcaram 3.5 pontos em uma escala que vai até
5. Com um décimo de diferença (para menos) o cabo da AudioQuest. Um empate
total.

Logo: Guarde os 170 reais a mais que o cabo pode custar e vá
passear, tomar sorvete, ir ao cinema...

Nota: 4

5::Telas de LCD são superiores às de plasma para TVs HD

Não caia nessa. O gerente da loja de eletrônicos está
empurrando uma TV com tela de LCD, ao passo que não existe qualquer motivo para
você não escolher uma de plasma. Cenas escuras ainda têm definição melhor em
telas de plasma; elas também oferecem melhor visibilidade para diferentes
ângulos, isso sem mencionar que custam menos (espcialmente verdade em se
tratando de TVs grandes). A Panasonic e a Samsung continuam a fabricar as TVs
de plasma, entre elas, algumas voltadas para o segmento 3D, além de aparelhos
ultracaros de 125 polegadas.

Em determinados aspectos, os aparelhos LCD mostram avanços.
TVs LCD munidas de LEDs e com taxas de atualização mais altas dão conta de
alguns tradicionais problemas que afligiam a indústria, e consomem muito menos
energia que as de Plasma. A diferença de preço pode ser dissolvida com contas
de luz mais baixas.

Logo: Apesar de apresentar algumas vantagens em relação às
de plasma, as TVs LCD não devem declarar a morte dos aparelhos plasma. Nem a
proposta de banir televisões que consomem muita energia (em debate no Estado da
Califórnia) vão motivar tal erradicação tecnológica.

Nota: 3, Lombardi

6::Mais barras no display do celular significam conexão melhor

A qualidade do sinal entre seu celular e a torre de
transmissão mais próxima é evidenciada no display do aparelho. Mas estar próximo
a uma torre e receber um bom sinal são duas coisas diferentes. É como ligar 25
laptops em um roteador sem fio a um metro de distância. Todos exibirão uma
qualidade de sinal excelente, mas nem todos poderão navegar.

Em 2009, testamos os serviços 3G e descobrimos que a
indicação de qualidade do sinal não servia como garantia de ligações de boa
qualidade. O ensaio, realizado em 13 cidades diferentes mostrou, por exemplo,
que em San Francisco, na Califórnia, apenas em 13% das vezes que o sinal
parecia bom, ele era, de fato, capaz de satisfazer o usuário. Além disso,
usuários de iPhone estão expostos a informações errôneas nos aparelhos.
Recentemente a Apple informou que a fórmula usada pelo iOS para calcular a
qualidade do sinal estava totalmente errada, e informava um sinal superior ao
disponível.

Nota: 3

7::No longo prazo, impressoras de tinta custam mais que as
laser

Para estabelecer o custo real de manter uma impressora,
dividem-se o preço do cartucho de tinta pelo número de páginas capaz de
imprimir com uma carga. Assim, chega-se a um custo por página. Normalmente, as
impressoras laser custam mais, mas essa diferença de preço é supostamente
absorvida pela rentabilidade do toner.

Contudo, os fabricantes de impressoras jato de tinta,
atentos a essa realidade, começaram a desenvolver máquinas mais eficientes (um
exemplo dessas máquinas são os modelos com cartuchos separados para cada cor). Empresas
que precisem de impressoras rápidas, podem escolher entre a Epson B-510DN, que
imprime 14,7 páginas por minuto e custa cerca de seiscentos dólares (não encontramos referências a essa impressora no site brasileiro da Epson) e a Oki
C610dtn, uma das impressoras laser mais baratas do mercado. Para o uso
doméstico as opções são mais restritas, uma vez que pagar menos pela impressora
significa derramar mais dinheiro no caixa quando é chegada a hora de reabastecê-la
com tinta. Um alternativa elegível para dar conta dessa situação é a Canon
Pixma iP4700, que tem preços de tinta relativamente baixos, nos EUA.

Vale ressaltar que as impressoras normalmente anunciadas com
descontos generosos ou que vêm junto com notebooks, em uma espécie de venda
casada, não conseguem competir com impressoras laser em termos de velocidade e
de custo. Aliás, a situação econômica gerada por essas máquinas pode ser ruim
suficiente para motivá-lo a comprar outra impressora, tamanho o custo dos
cartuchos usados nesses dispositivos.

Nota: 4

8::Monitor maior equivale a melhor desempenho profissional

Um estudo, encomendado pela fabricante de monitores NEC, em
2008, revela que o desempenho profissional pode aumentar entre 30 e 50 por
cento de acordo com o tamanho do monitor. Mas essa curva tem limite.
Configurações de estações de trabalho com um monitor único só apresentam alguma
– alguma – melhora até 26 polegadas. Ultrapassado esse tamanho de display, a performance
profissional tende a cair. No caso de estações com dois monitores, a medida de
cada display não deve ultrapassar as 22 polegadas.

Além disso, o resultado do estudo apresenta padrões que
evidenciam uma sensível melhora para conjuntos com dois monitores. Mas, nem em
pensamento, avente a possibilidade de adicionar uma terceira tela. Tem mais. De
acordo com os usuários, a configuração que lhes extrai melhor desempenho não é
de seu inteiro agrado.

Logo: Cabe avaliar qual seria a aplicação de um segundo
monitor
. O levantamento da NEC foi realizado por pesquisadores da universidade
de Utah
e foi executado em um ambiente controlado. Nele, as pessoas fizeram
nada além de trabalhar com planilhas de cálculos e editar textos que lhes foram
passados. Se este ambiente lembra o de seu lugar de trabalho, um segundo
monitor é acertado para você. Mas, se a intenção de trazer mais um display para
cima da mesa for dedicá-lo para assuntos de email, de twitter ou algo parecido,
é bastante provável que você termine trabalhando menos que antes.

Nota: 2

9::Fuja de cartuchos remanufaturados ou dê adeus à impressora

Para economizar algum trocado é bastante comum levar os
cartuchos até uma oficina para uma recarga de tinta. Todavia essa operação tem
seus riscos: impressões de baixa qualidade ou vazamentos são os mais comuns. Vale
a pena ficar de olho no estado dos cartuchos de segunda mão, a fim de prevenir
eventuais danos à impressora. Se algo acontecer será ao cabeçote de impressão,
salvo o caso de vazamentos em que nada foi feito para reverter toda aquela
tinta secando.

Geralmente a garantia oferecida pelos serviços de recarga de
cartuchos se limitam a substituição dos cartuchos, mas não necessariamente da
impressora. Essas empresas que realizam a remanufatura de cartuchos adoram lembrar
você da ilegalidade cometida por fabricantes de impressoras quando limitam a
garantia do equipamento ao uso exclusivo de cartuchos originais. Pode até ser
ilegal, mas até hoje não vimos nenhum fabricante diposto a reparar impressoras
danificadas em que foram usados cartuchos de 2ª.

No termo de uso de impressoras da HP, por exemplo, está
escrito de forma bastante explícita que se for possível atribuir o defeito do
equipemento ao uso de produtos não chancelados pela fabricante, os serviços de
reparo irão acarretar em custo por parte do contratante.

Logo: Aproveite para verificar de
tempos em tempos se existe algum acúmulo de tinta
nos bicos dos cartuchos remanufaturados.

Nota: 2

10::O Internet Explorer é menos seguro que outros browsers

Isoo todo mundo “sabe” ou, melhor, diz “saber”. O Chrome, o
Firefox e o Safari são mais seguros que o Internet Explorer, certo? Mas, por
quê?

O US-CERT (United States Computer Emergency
Readiness Team – equipe de prontidão para atender à emergências da computação
nos EUA) relata as ameaças aos navegadores da seguinte maneira:

169 brechas no Firefox, 94 no Safari, 45 para o IE e outras
41 no Chrome – esses dados são bastante recentes.

Mas essa não é melhor forma de avaliar a segurança de um
navegador. Qualquer browser com uma centena de erros descobertos e corrigidos
em questão de poucas horas é mais seguro que um navegador com uma falha crítica
perene.

De acordo com um relatório da Symantec, o prazo para
correção de bugs em navegadores no ano de 2009 era em média inferior a um dia
no caso do IE e do Firefox. Falhas no Chrome levaram, em média 48 horas para
serem corrigidas. Para o Safaria a espera era de até 13 dias. Ou seja, o IE não
está ta mal das pernas assim, ou estaria?

Antes de voltar correndo para o browser padrão da Microsoft,
você deve pensar no seguinte:

Atualizar é preciso. Em 2009 o ataque mais comum executado
via web, foi direcionado a uma falha do browser da Microsoft, o Internet
Explorer. Esse bug já havia sido corrigido em 2004; em 09 ele voltou a atormentar
usuários que não haviam atualizado o sistema. O versão 8 do IE é segura, sim. Mas
isso não vale para as versões anteriores.

A segurança do browser é diretamente proporcional à robustez
dos plugins que o usuário decide instalar. O ranking de plugins menos seguros
é, de acordo com a Symantec, o seguinte:

ActiveX (habilitado de forma nativa no IE), com 134 falhas
JavaSE, 84 brechas
Adobe Reader, com 49 bugs
O QuickTime da Apple, 27 erros
e o Adobe Flash Player, este maculado por 23 erros críticos.

Logo: O IE só é o browser mais inseguro que existe, se
considerarmos que é também o mais disseminado
, dessa forma o browser da
Microsoft é o mais visado por cibercriminosos.

Nota para esse boato: 4, e estamos sendo generosos!

11::Sites “Censura livre” são seguros, os outros, não

Se acredita que deixar de visitar determinados sites será
garantia de não ser infectado por viroses digitais, pense novamente.

O desenvolvedor de antivírus Avast afirma que “para cada
site de conteúdo adulto que encontramos, existem outros 99 endereços virtuais
de conteúdo perfeitamente legítimo que também estão infectados”. Quem dá a
informação é o CTO da empresa, Ondrej Vlcek. No Reino Unido, por exemplo, é
mais provável encontrar malwares instalados em sites com o termo “London” no
nome do domínio, que com a palavra “sex”.

Faz todo sentido. Os administradores de sites de pornografia
dependem do retorno dos visitantes para monetizar. Então tomam cuidado com o
conteúdo das páginas.

Nota: 4 (isso é um absurdo)

12::Desfragmentar o disco rígido é regra #1

Um dia isso foi verdade. Mas isso lá nos idos tempos de
discos rígidos com Megabytes, e não Gigabytes, de espaço. Naquele época, à medida
que os arquivos iam tomando mais e mais lugar na memória, armazenar arquivos
grandes requeria que fossem divididos em várias partes ao longo da tabela de
alocação dos HDs. Como resultado dessa fragmentação (daí o nome), o cabeçote de
leitura dos discos tinha de varrer várias partes do disco. Isso ocasionava um
desgaste físico dos componentes.

Hoje, com discos rígidos de vários Gigabytes. O sistema
aloca um arquivo inteiro em uma sequencia de trilhas e não precisa mais
repartir o arquivo. Logo o cabeçote não varre mais o disco inteiro à procura das
partes que compõem o conteúdo.

Há mais motivos para relegar a desfragmentação ao segundo
lugar na lista de prioridades. O preço da memória RAM caiu, e muito. Os
sistemas operacionais também ficaram mais espertos; novos recursos do Windows diminuíram
o impacto que arquivos fragementados têm sobre o desempenho do sistema. Com o
advento dos discos sólidos (na verdade grandes cartões de memória flash, sem
partes móveis) o desfragmentador pode ser literalmente esquecido. Desfragmentar
discos sólidos é altamente desaconselhado; o processo pode desgastar as células
em que ficam armazenados os dados e reduzir o tempo de vida útil dos ainda
caros discos solid state.

Logo: Da última vez que
executamos o desfragmentador de discos, usamos um HD bastante usado e que
jamais foi submetido ao processo de desfragmentação. Na hora de avaliar se
houve qualquer incremento no desempenho do disco, nenhuma mudança foi
percebida.

Nota: 4

Essas você provavelmente já sabia, mas...

Fazer overclocking no seu computador, ou seja, aumentar a frequência
de funcinamento do processador, dos BUS e da Ram, não vai explodir o seu PC. O
que pode acontecer é um aquecimento acima do normal dos componentes e, em virtude
disso, e, somente em casos muito extremos, um chip pode queimar. Mas antes de explodir,
o sistema desligará automaticamente. A família de processadores mais recente da
Intel e da AMD permitem que o próprio sistema operacional e a carga de trabalho
carreguem mais os processadores, sempre com vistas a manter o sistema na
temperatura ideal.

Ímãs não vão detonar o conteúdo do seu disco rígido. A única
época em que campos magnético ofereceram algum perigo a um sistema de arquivos
foi nos dias dos floppy discs de
5,1/4 e, depois, de 3,5 polegadas. Flash drives (conhecidos aqui por pen
drives) e discos sólidos também não são vítimas de campo magnéticos.

Descarregar a bateria de laptops é receita de desastre....Not.
Antigamente, os usuários tinham de drenar o conteúdo de níquel (NiMH) das
baterias dos notebooks. Isso, porque muitas vezes, a bateria não lembrava qual
era a carga nominal o que impedia que os dispositivos ligassem, se não estivessem
100% carregados. As células de carga dos laptops de hoje, à base de lítium, porém,
podem sofrer se ocorrer descarga completa. A capacidade que elas têm em
recarregar é afetada uma vez que, quimicamente, há maior resistência em pegar
carga novamente. Assim o tempo de vida útil dessas baterias é reduzido. A única
circunstância em que descarregar a bateria totalmente é aconselhado, se dá em
casos de última medida, quando ela não responde mais a nenhum apelo do usuário.
Nessa hora, drenar a bateria pode até salvar essa importante peça do
dispositivo móvel.

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