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Conheça a diferença entre baterias genéricas e remanufaturadas

Genéricas podem não passar por controle de qualidade tão rígido. Já as remanufaturadas correm até risco de explodir.

Fernando Petracioli, repórter da PC World

09/01/2009 às 14h43

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Reportagem feita a partir de dúvida de leitor; saiba mais

bateria_duracao_150Além das baterias originais que acompanham os eletrônicos à venda, existem outros dois tipos diferentes desse dispositivo: as baterias genéricas e as remanufaturadas.

E é bom não confundirmos um modelo com o outro, pois há diferenças significativas entre elas. A começar pelo fato de que quando se fala em genéricas, trata-se de produtos novos, sem uso algum. Já as remanufaturadas são baterias velhas que tiveram alguns de seus componentes substituídos para ganharem sobrevida.

Genéricas
As baterias genéricas - também chamadas de não-originais, compatíveis ou similares - se posicionam no mercado como uma alternativa mais barata às correspondentes originais, que tem a grife das empresas fabricantes de eletrônicos. Essa diferença de preço varia muito, mas começa em cerca de 30% podendo alcançar 80% em casos mais extremos.

Acontece que, para poder se manter nas faixas de preço mais econômicas, as fabricantes genéricas tendem a manter um controle de qualidade mais flexível sobre seus próprios produtos.

Quem garante é o professor de Engenharia de Metalurgia e Materiais da FEI Ricardo Hauch. Segundo ele, os testes relativos à qualidade do 'case' (ou gabinete da bateria) são menos rigorosos no caso das desenvolvedoras de genéricas para que a empresa não tenha que descartar uma quantidade muito grande de baterias reprovadas – o que encareceria o preço final das mesmas.

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Com menos rigor, mais baterias são aprovadas, porém algumas delas vão para o mercado com menos qualidade.

Isso porque esses testes medem, por exemplo, a capacidade de isolamento do gabinete, sua resistência a choques, resposta a altas temperaturas, comportamento em ambientes distintos – como umidade e altitude diferentes –, possibilidade de sobrecarga, com ocorrência de uma amperagem maior do que a projetada.

Mas isso não quer dizer que as genéricas sejam necessariamente piores que as originais. Na verdade, tudo pode se resumir a uma questão de sorte, segundo o professor. Isso porque o consumidor pode tanto comprar uma bateria genérica excelente, quanto adquirir um exemplar que não seria aprovado no teste das grifes, mas que passou na avaliação das genéricas.

Nesse caso, o consumidor pode correr alguns riscos. Segundo Hauch, se houver superaquecimento, não só a bateria pode ser danificada como também o equipamento alimentado pode estragar, caso este tenha dimensões reduzidas – o que diminui sua capacidade de suportar calor.

Problemas como esse podem levar a complicações com os ciclos de energia da bateria, de acordo com o professor. Esses ciclos tornam-se cada vez mais curtos e em menor número ao longo da vida da bateria – que no final das contas acaba por se reduzir.

Dentre as fabricantes de baterias genéricas, podemos citar Level 8 Technology, Hi-Capacity, BestBattery, e esses componentes podem ser encontrados em sites como www.wellcomp.com.br, www.liquipowder.com.br e www.bestbattery.com.br.

Remanufaturadas
Com relação às baterias remanufaturadas o problema pode ser mais grave. Afinal, esse tipo de mercadoria é um produto antigo, isto é, já usado e que tem apenas alguns – e não todos – os seus componentes substituídos para que possa ser reutilizado.

O problema é que, nessa 'renovação', justamente os componentes mais importantes não são trocados, por serem os mais caros. O chip de segurança de uma bateria, que evita sobrecarga e, consequentemente, impede a explosão da mesma, responde pela maior parte do preço do produto.

Logo, se conclui que ele não será o primeiro item a ser renovado ao se remanufaturar uma bateria – o que evidencia o risco de segurança. Além disso, uma bateria de oito células de lítio pode ter apenas seis delas substituídas e manter duas antigas; o dispositivo irá funcionar, mas evidentemente não a todo vapor.

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