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Conheça as cinco melhores mudanças introduzidas no novo Linux 2.6.27

Blogueiro Steven J. Vaughan-Nichols aponta as melhorias em armazenamento, gestão de memórias flash, entre outras mudanças.

Computerworld, EUA

20/10/2008 às 16h53

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Foto:

linux_problema_150Será realmente que alguém sabe o que vai ser
melhor no Windows 7
? Eu não sei e procuro tantas informações sobre Windows quanto
sobre Linux. Com o Linux, por outro lado, nós sabemos exatamente o que
vai mudar antes da nova versão.

No último kernel
do Linux, vejo várias funções sensacionais que estão sendo desenvolvidas por
muito tempo. O Linux 2.6.27 foi lançado no início de outubro. É um bom
kernel com pelo menos cinco melhoras significativas.

Gestão do
firmware
A primeira está na nova maneira de lidar com firmware de
dispositivos. No melhor dos mundos, o firmware deveria ter compilado cada driver.
Os usuários de Linux conhecem isso bem, especialmente por que vários aparelhos
possuem firmware proprietário. No Linux 2.6.27, o firmware blobs (binary large
object) agora tem uma casa no diretório novo ‘/lib/firmware’.

Com isso, fica muito mais fácil para todas as distribuições Linux
lidarem com drivers proprietários de uma mesma maneira comum. Para os usuários,
isso significa mais facilidade para usar esse tipo de dispositivos.

Suporte a webcams
O Linux 2.6.27 deu outro passo importante para suportar webcams.
Além do suporte a webcam USB (que já estava no kernel 2.6.26), a versão
adicionou o driver gspca (pacote genérico de software para adaptadores de
câmeras, da sigla em
inglês). Com isso, as novas distribuições Linux terão suporte
para webcams construído ao redor da popular família de chips spca5x.

Acesso direto de
memórias flash
Na talvez mais importante das mudanças, o Linux agora
suporta acesso direto de aparelhos de storage que usam memória flash. Isso
significa que dispositivos como drives USB ou os populares discos de estado
sólido serão facilmente acessados. O Linux faz isso com o novo sistema de
arquivo UBIFS.

Sistemas operacionais antigos, não apenas Linux, tratam
drives flash como se fossem HDs comuns. Apesar de funcionar, essa estratégia
não tira vantagem da maior velocidade do SSD. Em termos Linux, discos
tradicionais são 'block devices', enquanto os flash drives são MTDs (Memory
Technology Devices
).

A diferenca fundamental é que os block devices, como o seu
HD, são divididos em setores relativamente pequenos de 512 bytes, a 1024 bytes,
assim sucessivamente. Já os MTDs usam 'eraseblocks' em vez de setores, com
capacidade que começam a 128KB.

Agora, o UBIFS não faz muita diferença para os desktops em
Linux e o desempenho dos servidores que usam sistema operacional em código aberto. Mas
conforme os desenvolvedores de sistema operacional e de hardware começarem a
permitir o acesso UBIFS aos dispositivos em flash, veremos um aumento
impressionante no desempenho do flash e de SSD.

Melhora na
gravação de dados
Uma melhora que vai chegar rápido aos usuários é a alocação
tardia (conhecido também como allocate-on-flush) no sistema de arquivos Linux
ext4. Esta técnica, que já tinha sido usada no controverso sistema de arquivos
Reiser4, funciona ao não gravar os dados imediatamente no HD. Nas antigas
rotinas de gravação de dados, o sistema perde tempo em alocar as estruturas do
disco mesmo que nada seja gravado. Em sistemas com fontes de gravação múltipla,
como um servidor de banco de dados, essa função faz grande diferença.

Agora, o ext4 também consegue lidar com HDs enormes. Quão
grandes? Pense em 1024 petabytes por volume. Os mais poderosos
supercomputadores de hoje lidam apenas com algumas dúzias de petabytes, no
máximo. Acredito que veremos o ext4 na maior parte de servidores Linux de alto
nível.

Mais facilidade
na gestão de redes
O número cinco da lista é mais um pacote de melhorias do que
uma mudança em particular. Com esta versão, o Linux adicionou suporte nativo
para diversos dispositivos de rede como alguns da Atheros, Intel e Renesas. Combinado
com isso, o netfilter - a fundação para firewall
em Linux - melhorou bastante o suporte ao IPv6.

Conclusão
Nenhuma dessas mudanças é revolucionária como foi a KVM,
infra-estrutura de virtualização do kernel do Linux, na versão 2.6.21. O KMV
está gerando sistemas de virtualização completamente baseados em Linux e a Red Hat integrou os
desenvolvimentos KVM em sua
própria estratégia de virtualização
.

De qualquer maneira, vejo melhorias em longo prazo no
armazenamento, na gestão do firmware e da rede do Linux. Isso vai culminar em
outras empresas optando pelo sistema operacional de código aberto rodando em
servidores com as suas aplicações de missão crítica.

Lentamente, mas com garantia, podemos ver o Linux melhorar. E
o Windows? Bem, eu não estou perdendo a minha respiração.

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