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Conheça as diferenças entre os diversos tipos de mídias graváveis

Em parte evolução natural da tecnologia, os diversos tipos de mídias devem ser usados para o que foram criadas: guardar dados.

Fernando Petracioli, especial para PC World

29/08/2008 às 18h34

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Reportagem feita a partir de dúvida de leitor; saiba mais

midia_150CD-R, DVD+R, RW, Blu-ray... você reconhece os nomes referentes às mídias em discos ópticos? Sabe para quê cada uma delas é mais apropriada? E suas capacidades?

Todas elas, de uma maneira geral, servem para backup (gravação de dados), mas cada mídia se dá melhor em algumas situações e, claro, apresentam algumas peculiaridades. Vamos a elas.

CD
Como muita gente sabe, é a sigla para Compact Disc. Esse tipo de mídia armazena até 700 MB de dados, ou 80 minutos de música. Assim, é indicado para a gravação de arquivos de áudio, no formato wav, que pode ser reproduzidos por qualquer aparelho de som. É possível também usar o formato mp3, até 10 vezes menor, mas você precisa checar se seu player (do carro ou mesmo da sala de casa) é capaz de reproduzir esse formato de arquivo.

CDs não são indicados para gravação de vídeo, pois sua capacidade de armazenamento não é apropriada para isso. Para que um filme caiba em um Compact Disc, ele teria que perder muita qualidade na sua resolução, sendo exibido em uma tela muito pequena.

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Os CDs-RW são os chamados regraváveis. Isso porque têm a capacidade de, após gravados, serem apagados e novamente preenchidos com outros dados. Mas isso tem um limite: em média, cada CD-RW agüenta mil ciclos de regravação.

Os mini-CDs são uma alternativa para quem acha muito os 12 centímetros de diâmetro do CD convencional. Com apenas 8 cm, essa mídias oferecem menos capacidade de armazenamento: 200 MB.

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DVD
Um dos significados dessa abreviação deixa clara sua finalidade: um Digital Vídeo Disc é  muito mais voltada para filmes. (apesar de também ser conhecido como Digital Versatile Disc quando usado com outro intuito). Comparado ao CD, oferece uma capacidade significativamente maior: 4,7 GB, o equivalente a 120 minutos na resolução de 500 linhas horizontais.

Evidentemente, essa capacidade em minutos vai variar de acordo com a qualidade do vídeo. E, para filmes que não cabem num DVD comum, existe o Dual layer, disco que possui duas camadas para gravação, que resulta em 8,7 GB de capacidade – quase o dobro. Os DVDs de camada dupla, além de serem indicados para longas-metragens, também são usados para games, como é o caso do X-Box 360.

Uma versão mini também está disponível para os DVDs. E, da mesma forma que os CDs, sua capacidade é limitada: 1,4 GB, ou cerca de 30 minutos de filme na mesma resolução.

Também os DVDs oferecem discos regraváveis. Os DVDs-RW funcionam da mesmo forma que seus equivalentes nos CDs, ou seja, agüentam aproximadamente mil ciclos de regravações.

Um aspecto que você não deve deixar passar batido: os DVDs, sejam graváveis ou regraváveis, podem apresentar o sinal de + ou de – em sua sigla (DVD-R, DVD+R, DVD-RW, DVD+RW). Apesar de os discos não apresentarem grandes diferenças técnicas entre si, fique atento para esse detalhe, pois gravadores + só gravam discos + e vice-versa. No entanto, há aparelhos que gravam os dois tipos de mídia (±).

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Blu-ray
O disco Blu-ray, formato de alta definição desenvolvido pela Sony – que venceu a batalha contra o padrão HD-DVD, da Toshiba - é para alguns o futuro substituto para o DVD.

O blu-ray disponibiliza uma capacidade de armazenamento grande o suficiente para conter filmes em alta resolução. São 25 GB de espaço. E, mesmo assim, ainda existe o padrão dual-layer para o blu-ray, que leva tal capacidade a incríveis 50 GB.

Com esse potencial, um disco blu-ray pode armazenar cerca de quatro horas de vídeo em alta de resolução. Mas não vacile: é claro que para usufruir de toda essa qualidade, você também vai precisar de uma TV high-definition.

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Além dos já citados longas-metragens em HD, o blu-ray também é usado em games: todos os jogos de PlayStation 3 utilizam esse padrão.

Mas há quem questione se o blu-ray veio mesmo pra ficar e – mais ainda – se substituirá o DVD. A opinião é de Danilo Angi, coordenador de produtos da Multilaser.

Segundo ele, as velocidades cada vez maiores de conexão à internet tornam a web uma alternativa à aquisição física de filmes gravados em discos. Ainda segundo ele, o barateamento das memórias Flash também faz de dispositivos como pendrives alternativas a esse tipo mais tradicional de mídia.

Além disso, uma pesquisa do instituto americano ABI Research relatou que, se não fosse pela adoção por parte do PlayStation 3 (fabricado pela própria Sony, diga-se de passagem), o formato blu-ray estaria passando por dificuldades de mercado.

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