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Conheça cinco erros comuns de novatos em Linux

Aprender a dominar o sistema requer um mínimo de empenho. Persevere, e verá que o sistema é seu amigo.

PC World/EUA

15/10/2010 às 10h01

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A chegada do Ubuntu 10.10 veio para aumentar a lista de
argumentos que justificam a migração de sua empresa para a plataforma aberta
Linux. O sistema operacional está mais simpático ao usuário e nem por isso condenou
as robustas configurações de segurança que o diferenciam dos produtos
concorrentes a se desmanchar em /dev/null.

Se você se encaixa na categoria Linux newbies (usuários
recém chegado à plataforma criada por Linus Torvald) merece palmas. Agora que
se livrou das amarras impostas por licenças e travas de sistema que o impedem
de manipular o seu SO da maneira que achar melhor -  e das outras tantas
desvantagens embutidas nos sistemas Mac e Microsoft - aproveite para conhecer os
erros que você provavelmente vai cometer, assim como todos os novatos.

Não queremos te desanimar, pois nenhum desses erros é, digamos,
fatal. Mas vale a pena estar atento para não passar por essa dores de cabeça. Então,
sem mais delongas, respeitável público: cinco coisas que você deve evitar ao
migrar para o Linux.

1. Linux não é Windows

O ser humano é dominado por hábitos. Passados anos na frente
de estações de trabalho munidas a Windows ou a Mac, é natural que espere um
ambiente semelhante.

Várias características que faziam do Windows e do Mac OS
sistemas descomplicados de usar foram incorporados ao Ubuntu e a outras
distribuições Linux recentes. Isso faz do sistema algo que, visualmente, é
bastante parecido. Analisando a questão sob um prisma pragmático, é necessário
alertar que a versão 10.10 do Ubuntu (codinome Maverick Meerkat) não vem enlatada e pronta para usar, como acontece com o
Windows.

Não queremos dizer que usar o Ubuntu
seja mais complicado que manipular o sistema da Microsoft. Linux,
definitivamente, não é mais difícil que os outros SOs, apesar das diferenças. Pode
ser que leve algum tempo até você se acostumar com o jeito da plataforma funcionar.
Não desanime. Tudo requer aprendizado, e as vantagens ultrapassam de longe os
incômodos iniciais.

2. Rodar o sistema em modo root sem
necessidade

Uma das grandes diferenças entre os
sistemas Linux e o Windows é o fato de os usuários do primeiro, por padrão, não terem
todos os direitos sobre o software. Quando o assunto é segurança, isso faz a
maior diferença. Esteja consciente de que não há necessidade de usar o Linux em
modo administrador cada vez que realiza o login.

Isto posto, não há qualquer motivo para
temer o modo root. Para realizar determinadas tarefas ele é necessário, e por
bons motivos. Mas não abuse.

3. Usar o Google para encontrar
softwares

Se você vem da plataforma Windows, deve
estar acostumado a procurar por aplicativos e, se necessário for, pagar o que
custam. Mas, uma das belezas do sistema do Pinguim está no fato desse processo
ser menos complicado e não envolver o escrutínio de diretórios da web na busca por
softwares. Sem mencionar que geralmente as soluções têm custo igual a zero.

Quase todas as distribuições Linux têm
um gestor de aplicativos. Invista um pouco de tempo se informando como esse
recurso funciona. No caso do Ubuntu, ele é chamado de Ubuntu Software Center. Com
base nesse gerente de pacotes, você poderá encontrar praticamente qualquer
software de que necessite.

4. Não tema o shell

Sem dúvida os sistemas operacionais se afastaram da linha de
comando (aquela tela preta com um prompt). Mas, no caso do Ubuntu 10.10, ele se
faz necessário para uma variedade de tarefas.

Não tema esse ambiente. A diferença entre digitar alguns
comandos básicos nessa interface não difere muito do "clicar /  arrastar / soltar" com o mouse. Isso, sem mencionar que rodar processos na linha de comando
pode ser mais eficiente e mais rápido que a interface gráfica. Ninguém está
pedindo que decore as centenas de comandos passíveis de disparar uma rotina,
mas quando isso for requerido, vá com fé.

5. Desistir logo no começo

Toda mudança é difícil, e o fato do novo sistema ser mais fácil
não ameniza o choque da migração entre plataformas. Lembre-se que você não nasceu
sabendo administrar o Windows nem o Mac OS. Por que dominaria o Linux assim, logo
de saída?

O Linux pode parecer muito diferente do que você estava
acostumado, mas isso não faz dele o vilão ou um ladrão de sono. Não desista. Em
pouco tempo você nem vai mais notar a diferença entre os sistemas XP, Linux,
Win 7, Mac OS etc. Logo você vai perceber que o modo do Linux realizar
as tarefas faz mais sentido. E, quando menos esperar, não irá se recordar da
época em que vivia sem ele.

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