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Consumidor deve ficar atento a celular pirata da Nokia

Mercado popular em Brasília vende modelo E71 que traz recursos que a Nokia não oferece. Fabricante exige ação do governo.

Edileuza Soares, da Computerworld

08/12/2009 às 13h16

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O consumidor deve tomar cuidado com as vendas de celulares desbloqueados em lojas desconhecidas, principalmente nessa época do ano, quando muitos resolvem trocar de aparelho ou presentear outras pessoas com modelos mais modernos. O motivo é que alguns equipamentos falsificados estão sendo comercializados no mercado brasileiro com recursos que nem os fabricantes oferecem.

O alerta é do presidente da Nokia Brasil, Almir Narcizo, que cobra das autoridades brasileiras medidas para coibir o mercado ilegal de celulares no País. Ele afirma que recentemente conferiu na "Feira do Paraguaio", em Brasília (DF), a venda terminais falsificados da marca, como dos modelos N95, N97 e E71.

Um dos modelos da marca mais pirateados no Brasil é o N95. “O consumidor não tem como saber se está comprando um produto falsificado”, diz o presidente da filial brasileira, frisando que são cópias muito bem feitas. Segundo o executivo, a falsificação só é percebida, muitas vezes, por especialistas da Nokia - e ainda assim depois de serem desmontados.

Recursos inexistentes
Apesar de ser difícil para o consumidor descobrir se o produto é falso ou verdadeiro, Narcizo dá uma dica: alguns terminais trazem recursos que ainda nem foram incorporados pela própia empresa. 

Um exemplo é o smartphone E71, lançado no Brasil este ano, que já é vendido no mercado ilegal com TV digital e capacidade para funcionar com dois SIM cards.

A Nokia não oferece modelos dual dual chip nem capazer a capacidade embarcada de captar o sinal do sistema brasileiro de televisão em alta definição. Neste segmento, seu primeiro produto para o mercado local está chegando agora, por ocasião do Natal. Trata-se de um conversor oferecido inicialmente em pacote com o celular N85.

“Como o consumidor não tem como saber o que é pirataria, queremos que o governo brasileiro fiscalize e tome providências”, diz Narcizo. Ele ressalta que os celulares copiados podem até ser vendidos com preços  bem vantajosos, mas não oferecem segurança aos usuários.

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