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Contra Apple, Google e Adobe lutam pelo mercado de conteúdo interativo

Resultado da batalha entre as empresas pode determinar quais conteúdos interativos e aparelhos móveis serão o padrão para o futuro

Tony Bradley/ IDG News Service

21/05/2010 às 13h05

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Uma vez, Apple e Adobe eram amigas. Elas tinham uma relação de benefícios mútuos ao criar um nicho de mercado com base no sistema operacional da Apple e no software de criação de conteúdo da Adobe.

Agora, a Apple e a Adobe são rivais e, agressivamente, lutam entre si sobre os méritos do Flash e sobre o futuro do conteúdo interativo e vídeos na web. Tão difundida como o Flash, a Apple é hoje uma força a ser considerada e a Adobe tem de lutar.

Da perspectiva de um gerente de TI ou profissional de negócios, essa briga pode parecer distante. Ela não afeta você, você não pode ajudar, mas para e olha. A realidade, porém, é que esta batalha lembra a disputa épica entre VHS e Betamax pelo futuro do mercado. No fim, um lado vai prevalecer e o outro provavelmente deixará de existir - ou pelo menos será extremamente marginalizado.

Uma vez,  a Apple e o Google eram muito amigas. Elas estavam estrategicamente alinhadas contra um inimigo comum - a Microsoft. Mas, a ampliação do império do Google começou a invadir o território da Apple, tornando-os concorrentes em mercados como os de browsers, sistemas operacionais para aparelhos móveis, e até mesmo em sistemas para Desktops. 

Agora que os dois são inimigos, a Apple está também se aventurando na publicidade de sua própria plataforma móvel. Entre todos outros elementos que compõem o império da Google, seu negócio de publicidade online e aparelhos móveis são as bases que permitem a flexibilidade para experimentar outras coisas, como o Google Wave. A Apple está indo na jugular do Google, desafiando-o justamente no que lhe dá mais lucro. 

A Apple, ou Steve Jobs em particular, tem falado bastante sobre as justificativas para não aceitar o Adobe Flash no iPhone ou no IPad. Alguns dos pontos levantados por Jobs parecem razoáveis, enquanto outros parecem suspeitos. Talvez a questão real não é o Flash em si, mas a eliminação de uma plataforma concorrente em anúncios para aparelhos móveis, como é o caso do iPhone e do iPad.

A aliança da Adobe com o Google lembra a filosofia popular, "O inimigo do meu inimigo é meu amigo". Se você colocar a Apple fora dessa questão, embora, como o inimigo comum, Adobe e Google também apresentam algumas rivalidades. Embora o Google esteja apoiando a Adobe, o Android 2.2 tem suporte ao Flash, o Google também está utilizando os padrões concorrentes, como HTML5, e o codec de vídeo VP8. 

Infelizmente para a aliança entre o Google e a Adobe, o iPhone e o iPad são extremamente populares e têm essencialmente redefinido o conceito de mídias móveis. Não é nenhuma surpresa que muitas empresas estão investindo em conteúdo compatível com esses dispositivos. Em muitos casos, essas empresas também têm conteúdo Flash e vídeos, mas manter ambos é caro, e se o HTML5 e o H.264 estão disponíveis em mais plataformas e dispositivos, faz mais sentido investir nelas.

Os negócios e os gerentes de TI precisam ficar atentos a essa batalha. O resultado pode determinar quais conteúdos interativos e formatos de vídeo serão, de fato, o padrão para o futuro, e apostar pesado no time errado, logo no início, pode ser um erro muito caro. 

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