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Controle de energia, a arma secreta do Nehalem, vai funcionar?

A questão que fica é se a capacidade do chip da Intel de desligar os núcleos que não estão em uso será liberada aos fabricantes.

Tom Yager, para InfoWorld / EUA

25/09/2008 às 18h46

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O Nehalem é uma das grandes novidades da Intel e teve grande repercussão por conta do controlador embutido que permite que os núcleos que não estão em uso sejam desligados automaticamente. Os processadores para servidores Nehalem serão vendidos em 2009.

É difícil dizer se é realmente “a atualização mais significativa que a Intel fez no x86 em 10 anos”, como é defendido pelos profissionais da Intel, mas as especificações do Nehalem colocam o mantra próximo da realidade.

É uma maneira para colocar mais opções para a TI Verde e muito antes do que vários observadores (eu inclusive) imaginavam. É importante a arquitetura de três níveis de cache, hyperthreading e links diretos de máquinas virtuais para periféricos físicos, mas a gestão de energia é o que tem maior potencial.

Se a Microsoft e os parceiros OEM da Intel em PCs explorarem a tecnologia, está aberta a nova realidade no mundo de servidores x86.

As CPUs x86 são bastante burras se comparadas com o mainframe. Com a pressão por fazer processadores mais rápidos, menores e mais baratos, não houve avanços em outras áreas.

A AMD, com a parceria com a IBM, focou-se em fazer servidores x86 com CPUs com capacidade de auto-monitoramento, auto-conserto e auto-relatório, feito de várias unidades múltiplas que podem ser colocadas para tarefas específicas sem interromper o fluxo de processamento tradicional.

A Intel criou algo nessa linha com o Nehalem com algumas unidades de instruções pequenas e altamente especializadas, que surgem como apenas um início do que a Intel vai adicionar nas suas CPUs futuras em x86.

Com o controlador de energia, a Intel alega que o chip vai monitorar a temperatura, utilização de eletricidade e carga de trabalho. Núcleos que estariam sendo desperdiçados em tarefas que seriam feitas de maneira mais eficiente por apenas um core, com o Nehalem são desligados.

A mensagem da Intel é que o controlador de energia no Nehalem é uma unidade autônoma e com a possibilidade de ser programável externamente.

O que precisa ficar claro é qual será a propriedade operacional desse controlador. Como o chip fica mais maleável, quem impede novas modificações? O BIOS? O Boot loader? O Kernel? O driver?

É fácil imaginar que este é um recurso que a Microsoft vai querer controlar ou se reservar ao direito de desligar. Isso foi visto nos servidores da AMD com Barcelona com Windows Server 2008. Sozinho, o Barcelona pode gerenciar o bus e o consumo de energia de maneira competente sem intervenção do Windows. Isto é fundamental para o desenho de CPU. Ainda assim, o Windows pode ignorar a BIOS e as definições do usuário para consumo de energia, não existe solução simples para desabilitar a manipulação de energia do Windows.

Deveria existir. Ao colocar um controlador como responsável, a Intel conseguiu a melhor solução sobre controle de energia. Mas se eu quiser que meu servidor rode em apenas um núcleo durante um final de semana, eu preciso ter capacidade de fazer isso.

A gestão de energia do Nehalem é a arma secreta de engenharia da Intel e um avanço bem vindo na tecnologia x86. Vamos torcer para que a Intel mantenha essa inovação aberta para que ela não caia nas mãos erradas.

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