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Conversores para TV digital ainda custam mais que o dobro do previsto

Meio ano após a estréia da TV digital, preço dos equipamentos ainda não caiu conforme previsto pelo Ministério das Comunicações.

Redação do IDG Now!*

02/06/2008 às 10h51

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A TV digital completa nesta segunda-feira (02/06) seis meses de transmissão no Brasil, mas os preços dos conversores ainda estão bem acima da previsão inicial de 200 reais do Ministério das Comunicações.

Vendedores de seis lojas que ficam na região de Santa Ifigênia, principal núcleo do comércio de produtos eletroeletrônicos da cidade de São Paulo, informaram que continua pequena a procura pelos conversores. Os preços nessas lojas variam entre 780 reais e 1.080 reais. Em três portais de venda pesquisados na internet, os preços variam de 489 reais a 1.099 reais.

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Os preços continuam os mesmos de quando a TV digital foi implantada, em dezembro de 2007. Segundo informações da assessoria de imprensa da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), quatro empresas atualmente estão produzindo conversores na região e outras nove estão em fase de implantação. De acordo com a Suframa, de janeiro a março de 2008, a produção de conversores foi de 14.619 unidades.

Em entrevista coletiva no fim do ano passado, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse que em poucos meses o preço do conversor chegaria a 200 reais. Na ocasião ele pediu paciência aos consumidores.

A Suframa alega que não há nenhum acordo para que os fabricantes coloquem os conversores com preços sugeridos e mais baixos, e que tudo “vai depender do mercado”.

A fabricante Proview Eletrônica do Brasil, que ainda está em fase de implantação na Zona Franca de Manaus, conseguiu chegar a um protótipo com preço final próximo a 200 reais. Outra fabricante, a Comsat, também promete um coversor a 200 reais até o final do mês de junho.
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No entanto, o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Eletro, Eletrônicos e Similares de Manaus, Wilson Périco, disse que o preço final ao consumidor não chegará ao valor previsto pelo ministro.

Já existem decodificadores na faixa de 200 reais, como preço final da fábrica, segundo ele. Para Périco, além do conversor, em alguns casos, ainda tem o preço da antena, do cabo, dependendo da distância até o conversor, e da instalação, o que acaba encarecendo e afastando os consumidores. Ele faz críticas ao modelo brasileiro e à forma como a TV digital foi apresentada à população.

“O produto em si não tem uma qualidade e o marketing foi feito de maneira equivocada. O governo precisa fazer um marketing verdadeiro e mostrar os benefícios reais dos sistema para ter maior comercialização do produto. O consumidor não consegue enxergar vantagem suficiente para comprar”, ele avalia.

De acordo com o cronograma da TV digital, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Rio de Janeiro e Salvador têm até julho deste ano para operar comercialmente o sistema. O Rio de Janeiro recebeu autorização do governo para operar com sinal digital em janeiro e as emissoras estão realizando testes. O mesmo já ocorre em Belo Horizonte.

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