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Corte de preços não salvará o Kindle DX

Grande e caro, o leitor de e-books da Amazon ficou 110 dólares mais barato, mas continua espremido entre o poderoso iPad e os modelos mais em conta.

PC World/EUA

01/07/2010 às 21h06

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A Amazon não teve escolha a não ser derrubar o preço do Kindle DX, o e-reader tamanho G da empresa, para 379 dólares - um corte expressivo de 110 dólares.

O aparelho enfrenta pressão competitiva dos dois lados do espector de e-books, e sua aparência torna-se cada vez mais bizarra diante de tablets ao estilo do iPad e de e-readers menores e mais convencionais.

Uma guerra de preços foi iniciada no segmento mais barato do mercado. Aparelhos de tamanho padrão (em geral, com telas de 6 polegadas, sem iluminação traseira) de empresas como Amazon, Barnes & Noble e Kobo custam agora entre 150 e 200 dólares.

Na outra ponta, o Apple iPad começa em 499 dólares, e os futuros tablets das concorrentes Asustek, Dell, HP e outras poderiam muito bem chegar ao preço do DX.

Patinho feio
O Kindle DX, é claro, não é um tablet no estilo do iPad, nem era para ser. Ele é essencialmente um e-reader maior que os outros, com uma tela de 9,7 polegadas; serviço 3G global, para baixar e-books e prestar serviço limitado de navegação na web; e um miniteclado, que é suficiente para digitar textos curtos.

Em resumo, trata-se de uma peça não-conformista, que luta para encontrar um nicho. Quer ler no sofá ou num voo de longa duração? Estirar-se na beira da piscina lendo um bestseller caça-níqueis? Levar seu e-reader à academia? Os aparelhos menores são uma opção melhor, em termos ergonômicos, para todos esses usos.

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Certo, o Kindle DX tem uma tela maior, mas seu tamanho maior também pode ser uma desvantagem. Um e-reader pequeno é fácil de levar. É mais leve também. (Sim, estamos falando de alguns gramas a mais aqui, mas isso conta quando você segura um aparelho desses por horas a fio.)

Consumidores de tablets? O Kindle DX não está em seus radares. A turma do iPad quer um gadget de uso geral para apps, jogos, filmes e música - e essa não é a praia do Kindle.

Além disso, o DX lembra as coisas 'das antigas', mesmo que ele não seja. Não há tela sensível ao toque, nem display colorido. A tecnologia e-ink da tela, embora seja excelente para a leitura, não conquista à primeira vista. Jovens consumidores poderiam pensar "ei, isso seria ótimo para minha mãe...".

Era só o que lhe faltava: o rótulo de "quadrado".

Nichos, quem sabe
Em última instância, o Kindle DX pode encontrar seu nicho em mercados verticais como o educacional, no qual leitores de livros-texto eletrônicos poderiam ser uma alternativa acessível às obras didáticas tradicionais.(Se pensarmos bem, qualquer coisa seria mais econômica que os caros livros didáticos de hoje.)

No entanto, um uso experimental feito no ano passado na Universidade de Princeton fracassou: os estudantes reclamaram do baixo desempenho do DX, de fracas ferramentas de anotação, e de defeitos na reformatação das páginas.

Mas o mercado para e-readers não acabou, especialmente se os fabricantes continuarem a baixar os preços de hardware. O Santo Graal parece ser o leitor que custe entre 50 e 100 dólares - um objetivo bastante factível, se empresas como Amazon, Barnes & Noble e similares copiarem pelo menos uma das lições deixadas pela indústria de impressoras de PC e venderem seu hardware ao custo de produção, ou mesmo abaixo dele - os lucros viriam das vendas de e-books.

No entanto, mesmo que este modelo de negócio sobreviva, o Kindle DX não sobreviverá. É um e-reader improvável com um futuro sombrio.

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