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CPI: Presidente do Google assume desafio de ‘limpar’ o Orkut

Uma das saídas é apelar para que os próprios integrantes da rede social reportem crimes à empresa, diz Alexandre Hohagen.

Redação do IDG Now!

09/04/2008 às 10h16

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O presidente do Google Brasil, Alexandre Hohagen, disse nesta quarta-feira (09/04), durante a CPI da Pedofilia no Senado, que deve aumentar o empenho em fazer com
que o Orkut seja um ambiente saudável de relacionamento, livre da
presença de conteúdos abusivos e ilícitos.

Segundo o executivo, o crescimento do Orkut foi vertiginoso no Brasil - hoje são 27 milhões de brasileiros com páginas na rede social.

Uma das saídas, segundo ele, é apelar para que os próprios integrantes da rede de relacionados reportem à empresa, por meio de ferramenta oferecida pelos gestores, fatos que se caracterizem como crimes. Ele disse que cerca de 0,4% das denúncias dizem respeito a crimes contra crianças.

"Esse número não nos deixa felizes ou honrados, mas mostra que o problema é bastante especifico e deve ser tratado sem que afete os vinte sete milhões de usuários", destacou Hohagen.

Ele disse ainda que a empresa tem respondido às ordens judiciais que recebe e a requerimentos feitos pelas autoridades relacionados a crimes no Orkut.

No entanto, o procurador da República no estado de São Paulo Sérgio Suiama, contrariou essa afirmação em seu depoimento. Ele denunciou a estratégia adotada pela Google para deixar de responder pelos crimes cometidos no Orkut no Brasil.

Segundo ele, a matriz situada na Califórnia passou a sustentar a tese de que a filial brasileira responde apenas por operações comerciais. Assim, estaria isenta de responder às ordens judiciais para prestar informações sobre crimes cometidos por usuários brasileiros, com o endereçamento de todos os pedidos aos Estados Unidos. 
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Suiama afirmou ainda que a empresa vinha tendo "postura pouco negociável" com relação ao problema dos crimes - entre os quais a veiculação de pornografia infantil. Salientou que a criação da CPI começa a mudar essa posição inflexível da empresa. O procurador observou que os crimes cometidos por usuários no Brasil são nacionais e que a filial brasileira deve responder por eles.

o encerrar seu depoimento à CPI, o presidente do Google afirmou que a empresa está comprometida com um esforço “extra” de colaboração que envolverá encontrar os criminosos, prover as evidências, prevenir os crimes e definir quais são as ferramentas de cooperação junto a ONGs especializadas no tema.

Nós avançamos muito na tecnologia, mas estamos emperrados em questões jurídicas”, reconheceu Hohagen. “Chegou a hora de assinar os acordos necessários para fazer com que as entidades possam eliminar esse crime horroroso”, ele acrescentou.

O executivo afirmou ainda que, sendo uma empresa multinacional, o Google está disposto a estudar acordos de cooperação internacional para endereçar o problema da pedofilia online.

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