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Cracker é preso nos EUA por venda de modems adulterados

Ryan Harris alterava equipamentos para dar acesso gratuito à internet e desenvolvia programas para aumentar velocidade da conexão.

IDG News Service

03/11/2009 às 9h21

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Um especialista na modificação de aparelhos de cable modem foi detido pelas autoridades federais dos Estados Unidos no dia 23 de outubro por invasão de computadores.

De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), Ryan Harris cuidava de uma empresa chamada Tcniso, que vendia modem customizável e programas que podiam ser usados para navegação gratuita na internet  ou para aumentar a velocidade da conexão.

Harris, também conhecido como DerEngel, foi acusado no dia 16 de agosto, mas o indiciamento só foi feito na segunda-feira (02/11). Ele encara a sentença máxima de prisão de 20 anos e uma multa de 250 mil dólares, segundo o DOJ. O indiciamento inclui seis acusações de conspiração, invasão de computadores e fraude eletrônica.

A prisão segue uma investigação de novembro de 2008, quando um agente federal dos Estados Unidos comprou modems modificados e um livro de Harris sobre crackeamento de cable-modems.

Crackers sabem que certos modelos de modem, como o Motorola Surfboard 5100, podem ser modificados para rodar em redes mais rápidas.

Os modems também podem ser configurados para usar um acesso de controle de mídia (MAC) pago para roubar serviço. De acordo com a justiça, Harris ajudou a desenvolver ferramentas que podem ser usadas para descobrir endereços MAC para entrar de graça na rede.

A utilização de endereços MAC falsos também dificulta o rastreamento do que é feito na internet, recurso que pode ajudar criminosos a esconderem seus passos das autoridades.

A Tcniso fez mais de um milhão de dólares vendendo modems modificados entre 2003 e 2009, de acordo com documentos da corte. A companhia distribuía um firmware chamado Sigma com uma versão do Surfboard 5100 e um software chamado Blackcat. O site da empresa está fora do ar desde segunda-feira (02/11).

Harris não é o primeiro a ser acusado desse tipo de atividade. Em janeiro, Thomas Swingler foi indiciado  por comercializar modems que podiam ser modificados para conseguir serviço de internet grátis.

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