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Crackers invadiram servidores do Banco Mundial por mais de um ano

Documentos vazados revelam que servidores confidenciais do Banco Mundial foram invadidos entre julho de 2007 e setembro deste ano.

Computerworld/EUA

13/10/2008 às 9h32

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Alguns servidores do Banco Mundial foram invadidos repetidas vezes por mais de um ano por diferentes crackers, sem estar claro, no entanto, que tipo de dados foram perdidos, segundo notícia veiculada pelo canal Fox News nesta sexta-feira (11/10).

A notícia cita fontes anônimas que afirmam que o Banco Mundial foi vítima de, pelo menos, seis grandes invasões entre julho de 2007 e setembro deste ano.

Pelo menos duas das invasões parecem ter se originado do mesmo endereço IP localizado na China, diz a reportagem. A primeira invasão a partir da China foi descoberta em setembro de 2007 quando o FBI informou o banco sobre o ataque.

Segundo a fonte, este ataque permitiu que o cracker tivesse acesso a um hub secreto mantido pela organização na África do Sul por mais de sei meses.

Outra brecha, desta vez envolvendo a rede financeira do grupo em Washington, nos Estados Unidos, parece ter sido perpetrado por um contratado da empresa Satyam Computer Services, na Índia.

Um funcionário da empresa infectou algumas estações de trabalho no escritório do Banco Mundial com um keylogger, que enviava as informações para um local não especificado.

Após a descoberta, o Banco Mundial encerrou o link de comunicação que tinha com a Satyam para um offshore de desenvolvimento na Índia.

Outras invasões, ocorridas em junho e julho, se originaram do mesmo grupo de endereços IP na China e ganharam acesso a um dos servidores da divisão responsável por aposentadorias no Banco Mundial.

A reportagem também cita um documento interno do Banco Mundial, distribuído em 10 de julho, que atualiza funcionários sobre as invasões em junho e julho. O documento afirma que "um mínimo de 18 servidores foram invadidos, incluindo um de autenticação e outro de recursos humanos com imagens dos funcionários".

Em resposta ao material, o Banco Mundial afirmou que as informações não estão corretas e que os e-mails e documentos vazados estavam fora de contexto. O grupo, no entanto, não contextualizou os arquivos.

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