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Crackers podem usar chips alterados para abrir portas a ataques a PCs

Pesquisadores dos EUA demonstraram como um processador com a programação alterada pode colocar em risco a segurança do sistema.

IDG News Service/EUA

16/04/2008 às 8h59

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Durante muitos anos os hackers se concentraram em explorar falhas em software, mas pesquisadores encontraram uma nova ameaça: processadores maliciosos que abrem portas para ataques.

Os pesquisadores da Universidade de  Illinois demonstraram como um chip com a programação alterada pode garantir o acesso de hackers ao sistema.

O ataque seria trabalhoso no mundo real, pois envolveria encontrar alternativas para colocar o chip malicioso em uma CPU, mas os pesquisadores apontam que o agente malicioso poderia utilizar um integrador “laranja” para plantar o processador alterado em um sistema.

Outras alternativas incluiriam contratar alguém com acesso ao parque de máquinas da empresa para colocar o chip nos sistemas desejados ou já vender produtos com o chip hacker embutido, eles destacaram.

Já existem exemplos de produtos que foram vendidos com softwares maliciosos instalados, como os iPods Vídeo da Apple, que continham o vírus RavMonE.exe, no final de 2006.

“Estamos vendo exemplos de que a cadeia de suprimento pode ser comprometida”, alerta o professor-assistente Samuel King, que participou da demonstração do novo ataque.

Para demonstrar a ameaça, os pesquisadores usaram um processador programável LEON rodando em Linux. O chip foi programado para injetar códigos maliciosos na memória, o que permite ao hacker fazer o login no sistema como se fosse um usuário legítimo.

Os chips usados da demonstração são baseados no mesmo design da arquitetura Sparc, usada pela Sun Microsystems em servidores. Eles não são amplamente usados, mas rodam, por exemplo, nos sistemas da Estação Espacial Internacional.

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