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Criminosos russos pagam US$ 0,43 por Macs invadidos

Crackers incluem os computadores da Apple entre seus alvos para ataques via Internet; sites disseminam falsos programas de proteção para infectar máquinas e usam equipamentos para distribuir spam

Macworld/Reino Unido

28/09/2009 às 17h18

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Uma rede de crackers (criminosos da internet) e spammers (pessoas que enviam milhares de e-mails indesejados) pagou 43 centavos de dólar por Mac infectado. O valor parece pouco, mas é um sinal de que os computadores da Apple entraram no foco dos piratas da Internet, segundo o especialista da empresa de segurança Sophos, Dmitry Samosseiko.

Durante a conferência sobre segurança Virus Bulletin 2009, que aconteceu dia 24/9, em Genebra, na Suíça, ele foi um dos pesquisadores que discutiram as vulnerabilidades dos computadores.

Em uma das apresentações, Samosseiko falou sobre sua investigação do caso russo conhecido como “Partnerka” – uma rede de criminosos da internet responsável por gerar milhares de dólares com o uso de malwares, spams, sites que comercializam drogas e pela disseminação de falsos programas antivírus, com o uso de programas conhecidos como scarewares (destinados a assustar internautas com falsos alarmes de vírus).

Samosseiko disse ter descoberto uma das "células" do grupo. Apelidada de "codec-partnerka", ela seria responsável pela contaminação de Macs. "Os usuários de Mac não estão imunes aos scarewares", ressaltou. De acordo com o pesquisador, há um grupo dedicado a vender falsos softwares para Mac.

Segundo Samosseiko, o site Mac-codec.com, já desativado, pagava 43 centavos de dólar para cada Mac contaminado.

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Rede pagava 43 centavos para cada software espião instalado em Macs

Outro pesquisador da Sophos, Graham Cluley, aproveitou a apresentação de Samosseiko para mostrar que muitos usuários de Mac se enganam quando pensam que somente usuários da plataforma Windows são alvos de ataques.

“O número crescente de criminosos focados em invadir Macs se dá pelo fato de a grande maioria que usa esses computadores, no mundo todo, não possuir uma ferramenta anti-malware”, disse Cluley.

O estudo completo de Samosseiko pode ser baixado no site da Sophos.

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