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Crise afeta menos profissionais de TI mais bem qualificados

Especilistas dizem que profissionais do Brasil devem sofrer menos demissões do que em outros mercados.

Rodrigo Afonso, do COMPUTERWORLD

20/01/2009 às 17h32

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Os profissionais de TI estão temerosos com a crise
financeira. Anúncios de demissões em massa estão todos os dias nos noticiários. De acordo com especialistas em carreira no Brasil,
este cenário não vai necessariamente se refletir no País, pelo menos no
primeiro semestre de 2009.

Por enquanto, não existe expectativa para cortes em massa no Brasil. Pelo contrário, as
empresas estão contratando, já que o mercado sofre com um déficit de
profissionais especializados e bem qualificados. Por conseqüência, também não
há risco imediato de queda nos salários.

Mas o que um profissional pode fazer para garantir seu espaço?
Os especialistas em carreira apontam a formação acadêmica como fundamental.

“Os profissionais razoavelmente qualificados não correm o
risco de ficar fora do mercado. A crise pode desacelerar a criação de novas vagas,
mas mercado não vai faltar”, afirma Eduardo Sakemi, Superintendente de
Tecnologia da Educação e da Informação do CIEE.

Shuji Shimada, diretor da People Consulting,
acredita que o momento continua bom para a TI, pois a TI é fundamental para organizar
processos. “Embora o orçamento mundial de TI possa cair um pouco, o gasto com
recursos humanos não deve ser afetado no Brasil. Pelo contrário, as vagas vão
continuar surgindo”, diz.

Algumas áreas específicas apresentam oportunidades melhores.
Rodolfo Ohl, diretor da Monsterbrasil.com, vê boas perspectivas em áreas
relacionadas com bancos de dados e telecomunicações. “Combina com a tendência
de crescimento dos data centers e da utilização de Voz sobre IP”, diz.

Já Robert Andrade, especialista em recrutamento da Robert
Half, ressalta as opções profissionais em sistemas
integrados, como o ERP, para aqueles que se especializarem na área.

Por onde começar em
TI

Quem busca ingressar no mercado de TI costuma ficar perdido.
São muitos cursos, com dezenas de denominações, diversas certificações, várias
siglas e caminhos. Como começar?

“Quem quer ser profissional de TI precisa ter uma coisa em
mente: é preciso saber do geral, mas ter uma especialização. Por exemplo, combinar bons conhecimentos em TI com excelência em
administração de redes”, afirma Shimada. Para chegar à decisão sobre sua área
ideal, defende, o profissional deve avaliar o que gosta de fazer e com o que se identifica mais.

Depois disso, vem outra questão. Qual graduação escolher?
Rodolfo Ohl recomenda uma boa investigação sobre as opções. “Vale conversar com
os coordenadores, com professores, com quem já está se formando, enfim, estudar
a fundo o curso”, aconselha.

É comum que cursos com o mesmo nome em universidades
diferentes tenham currículos distintos. Por isso é fundamental investigar cada faculdade
separadamente.

O profissional já graduado, mais experiente, deve manter-se
focado em buscar reciclagens frequentemente. “Eu diria que logo após terminar a
graduação, essa busca deve ser iniciada. O mercado muda muito rapidamente”. Parar
de estudar por um ou dois anos pode fazer com que o profissional perca um tempo
precioso, difícil de ser recuperado.

Obrigatoriedade do
inglês

O mercado de tecnologia fica difícil para quem não domina o idioma
oficial do universo de TI. “Outros idiomas acrescentam, mas não importam tanto.
Inglês é fundamental. São poucos os profissionais que o dominam realmente,
então ele acaba sendo um bom diferencial”, afirma Robert Andrade. Para o vice-presidente de serviços da Unisys, o Brasil perde competitividade por que os profissionais de TI não falam inglês.

Depois, vêm as certificações de fornecedores de TI. Muitas
vezes elas não são essenciais para conquistar uma vaga, mas aumentam
oportunidades, pressionam salários para cima e garantem empregabilidade.

Segundo Andrade, as certificações ajudam a dar um foco ainda
melhor à carreira. “Para os mais técnicos, aquelas que envolvem Java estão
entre as mais quentes, mas as da Microsoft, da SAP e da Oracle devem ter uma
demanda crescente”.

Relacionamento
No futuro, quando estiverem em cargos mais altos, os
profissionais provavelmente vão qualificar-se com MBAs, certificações focadas em gerência etc. No
entanto, todos os profissionais de TI devem tomar cuidado com o relacionamento
pessoal.

Segundo Eduardo Sakemi, do CIEE, essa é uma preocupação que deve
começar cedo na carreira. “Uma forma de desenvolver esse lado é participar
ativamente dentro de trabalhos coletivos dentro da universidade: empresas
júnior, diretório acadêmico, serviços à comunidade, todos são oportunidades
para ganhar atitude e desenvolver a comunicação verbal”, afirma.

Com essas ações, além de aprender a se comunicar melhor, o
estudante pode desenvolver características de liderança, essencial para crescer
em TI.

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