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Crise econômica: é melhor comprar eletrônicos no Brasil ou lá fora?

IDG Now! compara 5 dos produtos que mais chegam ao país pelas malas dos viajantes e indica quando é vantajoso comprar no Brasil.

Guilherme Felitti, editor-assistente do IDG Now!

08/10/2008 às 18h32

Foto:

brasilxEUA_88A instabilidade financeira fez com que o dólar saltasse do 1,55 real registrado em 1º de agosto para 2,29 reais nesta quarta-feira (08/10).

Com a grande diferença cambial estabelecida nas últimas semanas, o IDG Now! foi atrás de 5 categorias de produtos que os viajantes trazem de fora com maior freqüência.

O objetivo é responder à dúvida: com dólar alto, compensa trazer de fora ou comprar por aqui?

O levantamento parte de um simples pressuposto: a conversão dos dólares em reais mais as taxas pagas na alfândega ainda compensam ficar sem garantia (na maioria dos casos) para fugir da alta taxação que leva a preços altíssimos no Brasil?

Para a consulta, o IDG Now! usou preços sugeridos na Amazon.com sem descontos ou fretes para produtos disponíveis nos Estados Unidos e os preços oficiais sugeridos pelas fabricantes pelos mesmos equipamentos no Brasil.

A comparação levou em consideração também a taxação de 50% sobre o valor excedente dos 500 dólares para cada viajante que a alfândega brasileira cobra sobre os produtos fabricados fora do País.

Apple Macbook MB403LL
A nova operação da Apple no Brasil, comandada por Alexandre Szapiro desde julho de 2007, se concentra em novos canais de comercialização e barateamento de produtos.

Com uma configuração que tenha chip Core 2 Duo, da Intel, com 2,4 GHz, 2 GB de memória e 160 GB de disco, o Macbook MB403LL sai por 3.890 reais já com os impostos cobrados pela alfândega brasileira.

No mercado brasileiro, o mesmo notebook é oferecido por 3.799 reais com garantia de um ano.

Nesta comparação, é mais negócio para interessados correrem às lojas brasileiras e garantirem seus laptops antes que os preços subam impactados pelo dólar, desdobramento inevitável segundo todos os analistas ouvidos pelo IDG Now!.
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HP Mini-Note PC 2133
A aposta da HP no setor de ultraportáteis iniciada pela Asus e seu Eee PC tem preço sugerido de 829 dólares nos Estados Unidos e está dentro da taxação alfandegária. A conversão, já acrescida de taxas, resulta em 2.276 reais.

O modelo tem tela de 8,9 polegadas, chip C7-M, da Via, com 1,6 GHz, 2 GB de memória RAM, disco de 120 GB, 3 entradas USB, Wi-Fi, Bluetooth e Windows Vista Business.

No Brasil, o mesmo modelo, com garantia balcão (ou seja, o usuário vai até o revendedor) de 1 ano, tem preço sugerido de 1.999 reais, o que faz da compra no mercado nacional uma escolha mais lógica.

Sony Cybershot W120
A câmera Cybershot W120, da Sony, faz fotos com até 7,2 megapixel de resolução, tem zoom óptico de 4X e, como todo aparelho da marca, usa os cartões proprietários Memory Stick.

Por estar abaixo da cota individual de 500 dólares, o aparelho não está suscetível às taxas alfandegárias brasileiras. Logo, os 145 dólares sugeridos nos EUA se convertem diretamente em 332 reais.

Oficialmente, a Sony Brasil vende a mesma câmera no mercado nacional por 699 dólares com garantia de 3 anos.

Ainda com a explosão cambial, o preço duas vezes maior no Brasil faz com que trazer a câmera de fora seja mais negócio para quem não se importa em arriscar pela falta de garantia.

Apple iPod touch
O player com tela sensível a toque da Apple tem preço original de 299
dólares nos Estados Unidos, o que faz com que ele fuja da taxação
alfandegária brasileira. Com a conversão, o preço fica em 684 reais.

No Brasil, a Apple oferece a primeira geração do iPod touch com 16 GB, ainda sem as modificações de case e no software interno da nova versão, oficialmente por 1.149 reais.

A comparação é evidentemente favorável à compra no exterior, seja pelo preço menor ou pela versão atualizada.

Panasonic HDC-SD9
A explosão das TVs de alta definição e o suporte que ferramentas de edição doméstica de vídeos ganharam ao padrão tornam filmadoras que registram em HD um bom investimento para quem gosta de detalhes.

A HDC-SD9 captura imagens com resolução de até 1.920 pixels por 1.080 pixels com 3 CCDs, tem zoom óptico de 10X e ferramentas para detecção de rostos e estabilizador de imagem.

Nos EUA. o equipamento tem preço sugerido de 799 dólares. Com a conversão e a aplicação da taxa alfandegária, o equipamento chega ao Brasil avaliado em 2.173 reais.

Pela distribuição oficial no Brasil, a câmera está mais salgada: 3.499 reais, com um ano de garantia.

Vale aqui a mesma instrução da câmera fotográfica da Sony: se o usuário tem sangue frio o suficiente para sem arriscar garantia, trazer de fora ainda é um grande negócio.

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