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Crise global tende a impulsionar carreira de profissionais de TI

Para William Dally, da Universidade Stanford, estudantes devem trocar cursos na área de finanças por diplomas de tecnologia.

ComputerWorld/EUA

01/12/2008 às 15h53

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A atual crise econômica pode ajudar a impulsionar as profissões no setor de tecnologia. Pelo menos é o que pensa William Dally, diretor do departamento de ciência da computação da Universidade Stanford.

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De acordo com Dally, muitos alunos interessados em tecnologia trocaram de área, procurando trabalhar com finanças e bancos, pois consideravam o setor mais lucrativo. Com a derrocada do sistema financeiro, muitos podem voltar a se interessar por tecnologia, disse o acadêmico. "Muitos (estudantes) acreditavam que poderiam ficar ricos trabalhando em fundos de investimento", disse Dally.
Essa visão é reforçada por números do Bureau de Estatísticas de Trabalho dos EUA.

Segundo o órgão governamental, os empregos em tecnologia da informação estão crescendo. O número de analistas de dados e sistemas de rede deve saltar dos atuais 262 mil para 402 mil em 2016, disse o bureau. Já o número de engenheiros de software deve saltar de 507 mil para 733 mil nos próximos oito anos.

Randal Bryant, diretor da escola de Ciência da Computação da Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, disse que o nível de interesse em cursos no setor ainda não é o mesmo que se via na época da bolha "pontocom", quando a universidade recebeu pedidos de ingresso de 3.200 alunos. Mas ele saltou de uma média de 1.700 nos últimos anos para 2.300 pedidos de ingresso em 2007, de acordo com Bryant.

"Eu gosto de lembrar aos alunos que eles devem escolher a profissão de acordo com o que eles gostam, em vez de decidir de acordo com o que está na moda. Uma universidade costuma levar quatro anos para ser concluída, e o campo escolhido pode não estar mais tão aquecido quanto antes", disse Bryant.

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