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Crise pode aumentar roubo de dados de empresas, avalia KPMG

Desempregados ou subempregados da área de TI podem partir para o submundo criminoso em busca de mais dinheiro, diz consultoria.

IDG News Service / Reino Unido

24/03/2009 às 18h14

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Pesquisa feita pela KPMG aponta que as empresas estão cada
vez mais preocupadas com a possibilidade de funcionários roubarem dados corporativos
ou vender informações sigilosas para terceiros por conta da crise econômica mundial.
A consultoria ouviu 307 organizações do mundo inteiro.

Para 66% dos entrevistados, funcionários de tecnologia desempregados
sentiriam grande tentação em realizar crimes digitais, motivados pela perda do
emprego, por menores bônus financeiros e participações nos lucros. A pesquisa,
chamada “E-crime 2009”,
foi apresentada durante congresso em Londres, Inglaterra.

A KPMG identificou que triplicaram as fraudes cometidas por
gerentes, funcionários e clientes em 2008 ante 2007, o que indica que a
recessão vai reforçar esta tendência.

Pouco menos da metade dos entrevistados que cuidam de
infraestrutura, 45%, reportou um aumento no número de ataques contra os
sistemas corporativos, enquanto 51% deles ressaltaram que a sofisticação destes
crimes está cada vez maior.

Já 68% dos profissionais entrevistados aponta que os cavalos
de tróia são as piores causaram os maiores danos e preocupam, seguidos pelos rootkits,
spyware, worms, viruses, código malicioso para computadores móveis ou celulares
e, por fim, adware.

A pesquisa alertou que os funcionários tradicionalmente têm
acesso facilitado aos sistemas corporativos e conhecem as suas fraquezas. As companhias
precisam criar regras rígidas para desabilitar os funcionários quando eles
deixarem a organização, indica a pesquisa.

Malcolm Marshall, sócio da KPMG em governança de tecnologia,
aponta que o surgimento de malware como o
Conficker
, que foi atualizado remotamente para driblar as ferramentas de
segurança, e a queda da eficácia de antivírus apontam para uma modificação
profunda na segurança das empresas.

A comunidade de segurança pode enfrentar "uma alteração
radical na maneira em que fazemos e-business," disse Marshall. Segundo
ele, isto é parcialmente culpa dos profissionais de TI que não atualizam seus
sistemas, a melhor habilidade dos criminosos digitais e falta de conhecimento
de segurança dos consumidores.

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