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Dá para economizar uma grana comprando hardware de segunda mão

Comércio de produtos usados e recondicionados ganha espaço nas empresas e atrai o consumidor final. O motivo: preço atraente.

Monica Campi, repórter da PC World

12/03/2009 às 15h55

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TI-segundamao_150Em tempos de vacas magras toda economia que puder ser feita é sempre muito bem-vinda. Mas muitos ainda têm um pé atrás quando o assunto é economizar com equipamentos de TI. Ao contrário do mercado cinza - no qual computadores são montados a partir de peças avulsas e muitas vezes sem garantia - o mercado de produtos de segunda mão tem várias vantagens, como a garantia, suporte e o melhor, preço mais em conta, se comparado a um produto novo.

Mas é importante entender o que difere produtos usados e dos que são chamados recondicionados. Como o próprio nome indica, na categoria dos usados estão máquinas que foram utilizadas por alguns meses (até anos) e que ainda funcionam. Essas máquinas são geralmente adquiridas de empresas que estão trocando o parque tecnológico, ou quando um consumidor a utiliza como parte do pagamento para um produto novo, em uma operação conhecida como trade-in.

Os equipamentos usados são vistoriados e colocados à venda no estado que estão e costumam receber garantia de três meses, mais isso pode variar de loja para loja.

Já as maquinas recondicionadas (também conhecidas como Refurbished) são aquelas que por algum motivo voltaram para o fabricante. Seja porque o cliente comprou em um site e não gostou, ou recebeu e não funcionou (nos Estados Unidos também entram nessa categoria equipamentos que encalharam no estoque das lojas).

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De volta ao fabricante e caso seja necessário, o equipamento é consertado e ocorre a troca do número de série - evidenciando tratar-se de um equipamento recondicionado (o mais comum é que um "R" seja acrescido ao número de sério original). A garantia do produto pode variar de três meses a um ano, seu preço é menor do que o do de um equipamento novo e ele é colocado à venda em lojas especializadas.

Nesse caso, é possível encontrar produtos recondicionados equivalentes a outros que ainda estão sendo comercializados. Mas isso nem sempre é verdade.

Motivadores
Razões não faltam para que um consumidor ou empresa optem por adquirir um produto usado ou recondicionado. E não é só o preço que conta, embora tenha um peso significativo na decisão. Muitas vezes, a necessidade de uma configuração específica, não encontrada mais em computadores novos, como saída serial RS-232C ou mesmo uma porta paralela, pode ser o motivador.

“As máquinas novas vêm com Windows Vista e muitos clientes preferem o XP, que acompanha a maioria dos equipamentos de 2 ou 3 anos atrás, e isto pode determinar a aquisição do aparelho usado”, completa Ayres Vasconcelos, proprietário da loja Dr. Note, especializada em notebooks novos, usados, recondicionados e para aluguel.

Leque amplo
O mercado também tem espaço para peças seminovas e com bom funcionamento, em geral retiradas de computadores que não tinham mais como serem consertados. HDs, placas gráficas, drive óptico e fontes de alimentação estão entre os produtos usados mais procurados e que podem ser úteis no caso de se querer montar um HD externo ou atualizar alguma placa. Mas outros produtos usados de informática também podem ser revisados e revendidos para micro e pequenas empresas ou usuários finais.

É o caso das impressoras, no breaks, monitores, projetores e outros periféricos. A garantia e o suporte desses produtos costumam ser dados pela própria loja ou algum empresa contratada por ela e a diferença de preço pode ser muito vantajosa.

“Um no break novo custa em média entre 300 a 400 reais. Recondicionado sai por a partir de 199 reais. Um monitor usado custa  a partir de 100 reais, enquanto um novo não sai por menos de 300 reais. E temos computadores a partir de 200 reais; um novo custa, no mínimo, três vezes mais”, afirma Carolina Carralas, assistente de marketing da Computer Eletro e Informática, que vende máquinas, peças e acessórios de informática novos e usados.

O público que mais compra nesse tipo de comércio é formado por consumidores finais que estão adquirindo o primeiro computador e, por ventura, não tem condições de comprar um equipamento novo. Tais lojas também são procuradas por micro e pequenas empresas que veem nos equipamentos usados uma boa relação entre  custo e benefício.

Estoque de recondicionados
Por acreditar neste nicho do mercado, a IBM investiu no setor de recondicionados. A multinacional comercializa desktops, notebooks da linha ThinkPad, estações de trabalho completas, servidores UNIX e monitores. Dependendo do produto a garantia pode se estender de 3 meses a 1 ano. Todos os equipamentos são verificados e recondicionados pela fábrica da empresa na cidade de Hortolândia (interior de São Paulo).

Para atender os interessados, sejam eles uma micro ou pequena empresa, ou ainda o consumidor final, a IBM possui uma página na internet por meio da qual as operações são realizadas. É possível encontrar desktops com processador  Intel Celeron, 40GB de HD e 256MB de RAM a partir de 400 reais. Ou até mesmo notebooks com configuração similar a partir de 500 reais.

Empresas como a Coletek, fabricante de periféricos de informática, também apostam nesse mercado. A fabricante informou que está com um estoque de materiais danificados (entre fontes, mouses, webcams) que passarão a ser analisados pelo laboratório técnico da empresa. Caso o item possa ser reparado, ele será consertado e colocado no estoque de produtos recondicionados para venda por meio de leilão pela internet, com garantia de 03 meses e preço reduzido. Os itens irão ganhar uma identificação de que se trata de produto recondicionado.

Operações de Trade-in
O modelo de troca na compra, ou trade-in, costuma ser feito de forma promocional com o objetivo de atender campanhas específicas realizadas por grandes fabricantes, mas  representa uma oportunidade interessante para quem deseja um produto novo e quer usar um equipamento usado e ou obsoleto como parte do pagamento. As operações costumam se dar no ponto de venda, em geral feita por meio de grandes varejistas. É o caso da promoção Trade In lançada pela HP, válida até o final de março.

Para estimular a compra de novas impressoras e multifuncionais da marca, a HP "paga" até 300 reais por um equipamento usado de qualquer fabricante (nessa campanha, são aceitos apenas impressoras e multifuncionais como 'moeda de troca').

Cada ponto de venda que receber os equipamentos usados irá definir o destino que será dado a eles - que não voltarão para a HP. A única premissa desta campanha é que eles deverão beneficiar, de alguma forma, entidade e/ou projetos de inclusão digital.

O Carrefour, por exemplo, irá doar os equipamentos recebidos para o CDI - Comitê para a Democratização da Informática,  organização não-governamental que oferece cursos de formação em cidadania e empreendedorismo, além de serviços de TI, para comunidades carentes em mais de 20 estados.

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